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Palpites do Concurso 262 - Bora que tá bom!

Pessoal, é impossível colocar a imagem que eu queria para os palpites. Ainda não sei usar isto aqui. Segue assim, na bobeira:
Jogo 1 Seco na um;
Jogo 2 Seco na um;
Jogo 3 Dois seco;
Jogo 4 Um seco;
Jogo 5 Duplo aberto;
Jogo 6 Triplo;
Jogo 7 Um e meio;
Jogo 8 Um seco;
Jogo 9 Triplo
Jogo 10 Um e meio
Jogo 11 Um seco;
Jogo 12 Triplo;
Jogo 13 Um seco;
Jogo 14 Dois seco.
Vai lhes custar R$ 108,00, sem desdobramento. Eu sei, não expliquei ainda o que é isso. Fica pra semana. Tá tarde e eu quero beber.
E boa sorte. Ou não. He, he, he.
Escrito por Falavigna às 17h03
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LOTECA - CONCURSO 262
http://www1.caixa.gov.br/loterias/loterias/loteca/loteca_programacao.asp
Data: De 28/04 a 02/05 - Hora: Diversos horários
Local: Diversos Locais
Palpites aí em cima, macacada. Esta fé custar-lhes-ia R$ 108,00.
Categoria: Evento
Escrito por Falavigna às 16h54
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Marilena Ruiz é linchada por orcs. Não, não é piada

O mundo está perdido. Uns camaradas (provavelmente excluídos da sociedade de consumo, compreendem?), umas vítimas da sociedade (sabe como é?), resolveram argumentar contra a habitual arrogância de Marilena Ruiz descendo-lhe o sarrafo, inclusive depois que a moça já estava caída.
Acho Marilena má jornalista, acho que ela não entende de futebol. Ela é muitíssimo mal-educada e freqüentemente parcial. O material que produz é, normalmente, um lixo, ponto no qual, aliás, ela não sai nem um pouco da média do mercado em que atua. E o tratamento que ela oferece às pessoas e às instituições corresponde àquele que muitos motoristas, homens e mulheres, atribuem às mulheres no trânsito (alertinha: não posso dizer se é preconceito dos motoristas, homens e mulheres: sequer sei dirigir. Agora, deduzir que a afirmação é preconceituosa a priori, sem exame crítico, isso sim é preconceito, e na acepção clássica da palavra): ela passa a impressão de que acredita que deve agredir para vencer num mundo de homens. E fala mais do que a boca. Isso tudo é uma coisa.
Outra coisa é que deram pontapés numa pessoa que estava trabalhando porque essa pessoa é desagradável. Ódio é tudo o que a imprensa futebolista pede para si, dia a dia. Que ela encontre eco no público que vai aos estádios, esse é um sinal sinistro de que estamos morrendo. Ora, esses camaradas que se reuniram em bando para agredir uma mulher, fisicamente mais frágil, só e desprevenida, são só isso: animais. E são os mesmos animais que, em outros momentos de nossos jornais, nas novelas da Globo e no restante de nossa produção cultural, nas cadeiras de nossas universidades e no imaginário de nossos intelectuais são, de um lado, glorificados como "insurgentes", e de outro protegidos como "fruto da exclusão". De tudo que há no "meio" que os corrompe, a lisonja ao crime e a transferência de responsabilidades individuais à sociedade são, com folga, os elementos mais decisivos. E, ainda assim, eles não são mais do que animais, porque escolheram o que no meio havia que mais lhe parecesse adequado às próprias naturezas.
Os caras vão lá, dão porrada em mulher caída, e tudo isso porque a arrogância dela não casa com a deles. Muito machos, esses rapazes.
No dia em que alguns indivíduos conseguem amalgamar o que de pior há em cada um deles e o que de pior há em nossa mais porcamente mal feita atividade, que é a cobertura futebolística, então nós já estamos prontos para conhecer os nossos orcs. Ontem eles chutaram uma mulher, que caiu no chão. Daí, eles a chutaram mais ainda. Grande país, este o nosso.
Escrito por Falavigna às 14h26
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Queimou mesmo

Eu deveria ter apostado logo no mato queimado e pronto. Mas errei, mesmo indo bem. E a diversão compensou tudo. Vamos ao jogo.
É cedo demais para culpar Carpegiani por qualquer coisa. Todavia, eu gostaria de tecer alguns comentários sobre ele que independem desta sua estadia no Corinthians. O sujeito só tem duas passagens seguramente boas, como treinador. Uma num Flamengo montado por Coutinho. Outra na seleção paraguaia que foi à Copa, em 98. A primeira fica muito, muito comprometida quando associamos o fato de que ele possuía um dos melhores materiais humanos de toda a História ao fato de que seu trabalho foi, digamos, de continuidade.
A segunda, assim isolada em tantos anos de carreira, fica parecendo, digamos, episódica. O período no São Paulo, a despeito dos números bons (obtidos quase que totalmente durante um campeonato estadual, daqueles que, uai, a gente vive ouvindo dizer que são uma baba, né não?) foi pa-té-ti-ca. A seguinte, no Flamengo, foi quase idêntica à anterior. Quando esteve no Palmeiras, passou vergonha. A verdade é que Carpegiani parece ser meio bobo.
E não parece ser capaz de montar um time.
Escrito por Falavigna às 10h45
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E o Palmeiras?

O Palmeiras precisa de um centro-avante (ou atacante eminentemente finalizador, como queiram) seguro, capaz de segurar a bola na frente e que perca poucos gols. Se for rápido e habilidoso, tanto melhor. Suazo seria um sonho, transformaria a equipe numa das melhores do país. Dênis Marques seria muito bom, mas não tão bom. Ferreira pode ser uma boa aposta. Alex Afonso é fria. Gelada. Ainda não vi Éverton, do Bragantino. Ora o chamam de atacante, ora o chamam de meia. E eu nem sei o que ele é.
O Palmeiras também vai precisar de um bom banco para esse atacante, e de alguém para a lateral-direita enquanto Amaral não estiver pronto. Aliás, aviso aos navegantes: uma das mais grossas cagadas que o Palmeiras pode fazer induzido pela croniquinha que o cobre é desprezar Amaral. Ele é bom, cruza muito, dribla fácil e deve jogar. Não marca ninguém, mas até aí nenhum lateral mais marca. São todos pontas que voltam. A gente só não pode utilizar a palavra "ponta" porque a croniquinha censurou-a definitivamente. Mas Cicinho, por exemplo, é ponta direita, como Serginho (também lateral e também ex-São Paulo) era esquerda. Volta dia sim, dia não. Isso até o Edu Bala fazia. E não digam que não, porque eu lhes esfrego tapes na cara. Ala? Ala é a puta que os pariu. Me perdoem, mas essa de ala faz parte do repertório pseudo-técnico que tomou conta daquele jornalismo esportivo que se apóia numa série de expressões que, no final das contas, não querem dizer nada. É a mais pura picaretagem verbalizada. Fora a confusão entre segundo volante e meia-direita. Essa vale um post só para ela. Outra hora volto ao assunto.
Escrito por Falavigna às 14h44
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Corinthians x Náutico
http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/
Data: 26/04/2007 - Hora: 20:30
Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho, São Paulo, Capital, Pacaembu
Vocês vão ficar chateados se eu disser que este jogo também está com cheiro de mato queimado? O Corinthians é melhor do que o Náutico, não caiam nessa tolice de que não é, de que o Corinthians é horrível e de que o mundo vai acabar. E tem bobo ainda no futebol, sim senhor. Só que não é o caso do Náutico, que possui uma equipe inclusive mais pronta do que a do Corinthians. Equipes com menos recursos formam-se mais rapidamente. E, num mata-mata, não será surpresa se alguma coisa desandar. Tudo depende de como anda o ambiente no Parque São Jorge, se as coisas que por lá não fazem sentido estão influenciando o trabalho técnico. Nem sempre influenciam, como gostariam os cerebrozinhos mecanizados de nossa croniquinha. Todavia, se a zorra de cima estiver escorrendo muita baba para o chão-de-fábrica, esqueçam: o Corinthians dança. Mas acho que não vai dançar. Mesmo assim, sinto mato queimado enchendo o ar de fumaça. Mesmo assim, vou ficar com o Corinthians.
Categoria: Evento
Escrito por Falavigna às 13h32
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A Globo e o São Paulo, o São Paulo e a Globo

Ontem, Mauro Naves, durante o intervalo, chegou a dizer que não havia perguntado nada a Aloísio sobre seu jejum de gols "para não aumentar ainda mais a pressão sobre o jogador". Que legal, esse Mauro Naves. Convido os leitores a dois exercícios: o primeiro de memória, o seguinte de reflexão.
1. O de memória: Os senhores se lembram de tratamento remotamente parecido ter sido dispensado a algum outro time (sim, porque o beneficiado principal de tanta bondade é o São Paulo, que tem seu centro-avante resguardado da maldade do jornalismo puro e simples) em algum momento das últimas, vamos lá, três décadas de história de nossa cobertura esportiva?
2. O de reflexão: Caiu a ficha?
Fora o show de babação de ovo em torno de Aloísio, o carente. Casagrande beirou o ridículo, secundado por um irreconhecível Cléber Machado.
Aloísio, no trio de ferro da maior parte dos anos 90, não era nem banco do banco. O próprio Casagrande, velho e xingado (muitas vezes sem justificativa nenhuma) por boa parte das torcidas de Flamengo e Corinthians, era cem vezes melhor do que Aloísio. Comparado aos seus contemporâneos, como Washington (ex-Atlético Paranaense) ou Obina, a coisa não fica melhor para ele. Agora, só porque o pobrezinho vem numa fase difícil em que não marca gols (apesar de não estar jogando mal), precisa ser convertido num Adônis Faceiro que justiçará a ignorância dos que o perseguem? Não, não é nada disso. É porque se entende que certo tipo de pressão injustificada sobre Aloísio pode, por tabela, prejudicar o "projeto" são-paulino. Se Aloísio estivesse jogando pelo Corinthians, já de há muito teria visto essa mesma gente que hoje o poupa, cheia de dedos, cagar gostosamente sobre sua careca cabeça.
Eu fico aqui pensando se não era o caso de mandar esse pessoal àquele lugar.
Porque que é, é. Só não mando agora porque este blog é para ser mais limpinho. Mas, se a coisa continua assim, não vai dar. Num vou güentar.
Escrito por Falavigna às 11h40
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Juizinho fraco faz são-paulinos sentirem na pele o que palmeirenses sentem após partidas disputadas contra o São Paulo

Tudo isso não apaga a arbitragem verdadeiramente desastrosa de ontem, sobretudo por concentração de incompetência. Só uma equipe foi prejudicada de verdade. Penal claro não marcado a favor do São Paulo (no lance da mão na bola), gol escandalosamente irregular do Audax. É que os árbitros estrangeiros ainda não foram informados, por nossa imprensa, que errar contra o São Paulo não vale e, coitadinhos, erram como erram quase sempre: sem critério nenhum. Precisam falar com o Juquinha, os pobrezinhos.
Escrito por Falavigna às 11h19
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Os tais incrementos

Sem incrementos, o São Paulo vai vergar. Dagoberto é um tremendo incremento. E veio. Caso realmente esteja recuperado de suas contusões, e não há motivos para crer que não esteja, o São Paulo começa a formar novamente uma equipe que possa receber os elogios que seus times recebem, injustamente, desde 2006. Não, o São Paulo de 2006 não era fraco, ainda era ótimo; tinha Mineiro, que não era gênio (como se optou por pintá-lo aqui por essas bandas de nossa crônica esportiva), mas era um grande volante. Tinha Danilo, que era muito melhor do que diziam por aí. Tinha Fabão, que era melhor do que Lugano, por exemplo. E é a esse São Paulo, desfalcado depois somente de Lugano, que se deve a tão falada invencibilidade. Mas o São Paulo de 2006 sequer era uma dessas equipes que podem ser chamadas de "Grande Time" (quanto mais de formidável, espetacular, genial, linda e maravilhosa, que é como se optou por tratar a coisa aqui pelas bandas de nossa crônica esportiva). Nem o de 2005 o era, e não por falta de material, que até havia. Mas porque era um time que acabou jogando pouco tempo junto. Mais um ano e seria imbatível. No Brasil, desde o Santos de Leão e depois Luxemburo (ainda com Robinho e Cia), não há um "Grande Time", porque simplesmente não há tempo para isso. Nosso sucesso internacional interclubes deve-se ao fato de sermos realmente muito superiores aos outros. Se os clubes brasileiros tivessem as condições de segurar equipes por três, quatro, cinco anos, como fazem os europeus, exerceríamos no cenário internacional a coisa mais parecida com uma verdadeira hegemonia que pudesse ser admitida em termos de futebol. Digo parecida porque, em futebol, jamais há hegemonia propriamente dita, a não ser em círculos muito restritos e desimportantes. Porque esse é outro problema de nossa crônica. Muitas vezes, o pessoal age como se futebol fosse basquete e o melhor devesse vencer sempre. Não é. No futebol, às vezes, o melhor joga melhor. E ainda perde.
Escrito por Falavigna às 10h27
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Perceberam a coisa?

Bom, acho que vocês compreenderam o que quero dizer com "cheiro de mato queimado". Foi por pouco que a coisa não desandou com força. E lembrar que nossa cobertura esportiva criticou o São Paulo por não ter estreado com uma vitória fácil diante do mesmo Audax, só que no Chile... A soberba é uma merda.
O elenco do São Paulo não é excelente, formidável, maravilhoso, não é nada disso. É bom, e olhe lá. No Brasil, hoje, isso já é muito. Mas a única coisa parecida com um craque que há por lá é aquele senhor que atende por Júnior. E ele, como sabemos, já é um senhor. Não, não comecem com Rogério Ceni. Ele é um bom batedor de faltas e um bom goleiro. Grandes batedores de falta, como Marcelinho, Neto, Jorge Mendonça ou Zico não passavam 06 meses sem marcar gols de falta.
E não, a culpa não é de Muricy. A culpa é de quem gerou expectativas exageradas na torcida, e isso ele nunca fez. Se o São Paulo cair contra o Grêmio, o que hoje é até uma tendência, seria estúpido demitir Muricy. Sem querer me vangloriar, segue a transcrição de um post antigo de meu antigo blog, localizável no link http://www.blogdomeusaco.blog-se.com.br/blog/conteudo/home.asp?idBlog=14181&arquivo=semanal&inicio=11/3/2007&fim=17/3/2007:
Tudo como D'antes no Quartel de Abrantes O Corinthians segue sua sina de ser a casa da Mãe Joana. Mas mantém-se menos adernado do que se seria de esperar. Apostar em Leão e na molecada talvez seja a única alternativa do clube. Substituir Leão pode até ser razoável, desde que por motivos técnicos. Se for para oferecer a cabeça do técnico à imprensa, então é melhor não fazer nada. Não estou entrando em detalhes operacionais, como escalação e substituições: creiam-me, isso só melhoraria ou pioraria as coisas temporariamente. O importante é perceber se há um plano acerca do que se pretende fazer por lá. Havendo, deve ser tocado por quem o formulou. Não havendo, pode se colocar o próprio Bispo no comando e a coisa permanecerá desandada. E existe idéia de rumo a seguir? Não, não existe. Estão todos pagando para ver o que se define na política do clube, no trato com a MSI sobretudo. Então, para que trocar Leão? Para acalmar jornalista?
No Palmeiras, a coisa é diferente. Pela primeira vez em muito tempo, estão fazendo quase tudo certo no Palestra. Já explico o quase. O time é bom, tem até alguns jogadores que desequilibram. A equipe joga bem mesmo quando perde, e não perde a calma. Mesmo após tomar aquele acachapante segundo gol do Noroeste, o Palmeiras continuou articulando jogadas e perdendo gols, com pressa, mas sem desespero. E ninguém fala em demitir o técnico ou se desfazer de jogadores dos quais a imprensa não gosta.
No Santos e no São Paulo, tudo segue normalmente. Times prontos, confiantes e confiáveis. O Santos tem mais talento, mas o São Paulo ainda não vergou. Com esse time, sem incrementos, vai vergar. E, enquanto não verga, vai se apoiando no prestígio e na força política. É chegada a hora de mudar de post, de explicar meu "P" maiúsculo e o "quase" tudo certo do Palmeiras. Vejamos .
Os negritos são novos e meus.
A equipe de 2005 do São Paulo era forte. Tinha Cicinho, Mineiro, Danilo, Luizão e Amoroso. Mesmo assim, solidificou-se apenas ao longo do ano. O São Paulo de 2006 já não tinha Cicinho, Luizão (perda mais tarde contornada pela substituição por Ricardo Oliveira, mas sentida quando este também se foi, porque Aloísio é muito inferior a ambos) e Amoroso, no que se convertia numa boa equipe comum, todavia muito bem entrosada. Já não poderia bater-se com um Inter, todo pronto, que contava com Tinga, Edinho, Fernandão, Fabiano Eller (sim, ele é melhor do que Lugano, por exemplo) e Rafael Sóbis. Bateu-se e caiu, mas manteve o moral necessário e o conjunto para seguir firme no Brasileiro. O São Paulo de 2007 é, de longe, o pior dos últimos 03 anos. E vejam pelo o que Danilo passava no São Paulo, por conta da "lentidão". O pessoal da nossa crônica precisa compreender que pensar toma tempo. Ontem, o São Paulo não tinha a mais mínima sombra de inteligência em campo. Se tivesse, é possível que tivesse também sido mais lento. E certamente sairia com a vitória. E isso porque Danilo era apenas um bom meia. Craque era o Pita, craque é o Alex. Esses caras mais lentos ainda. A falta de capacidade de perceber na cadência nossa melhor arma corresponde à falta de capacidade de conversar sobre futebol, pura e simplesmente. Porque se trata de um problema cultural, de educação. É como tentar explicar um bom quadro ou um bom livro a uma mente destreinada. Não vai acontecer. Primeiro, é preciso recuperar a formação do jornalista esportivo brasileiro. Depois, não será sequer necessário explicar por que o camarada é lento e mesmo assim o time dele joga às suas custas: o próprio fluxo natural da vida revelará ao sujeito que a lentidão é boa e vence, que ela não se confunde com a prostração, do mesmo modo como escrever não se confunde com dar porradas num teclado.
Escrito por Falavigna às 09h36
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São Paulo x Audax
http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/
Data: 25/04/2007 - Hora: 21:45
Local: Estádio Cícero Pompeu de Toledo, São Paulo, Capital, Morumbi
Joguinho com cheiro de mato queimado. O Audax, ao contrário do que nos contou nossa imprensa após a 1ª rodada desta fase, não é uma galinha morta. Mas tem que vencer e isso complica tudo. Deve dar São Paulo? Deve dar São Paulo. Mas o cheiro de mato queimado arde em minhas narinas e eu digo que vai dar Audax. Assumo o risco. Devo errar e não estou dando aquele palpite seguro, consistente, que dei no caso da semi-final do Paulista. É um palpite sério, mas com tons histriônicos que me caem bem. Audax é meu palpite.
Categoria: Evento
Escrito por Falavigna às 16h09
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Marília Ruiz e o São Paulo, o São Paulo e Marília Ruiz

Marília Ruiz é mesmo uma pessoa curiosa. Nada a ver com a história do Leão, porque aquilo mereceria um capítulo a parte e, ademais, ficou velha (o que não quer dizer que não merecerá, na hora oportuna, seu capítulo a parte). O problema não é esse. O problema é que, dentre os jornalistas brasileiros, a moça é uma das poucas vozes capazes de dizer um ou outra coisa que, em tese, possa pesar de alguma maneira sobre as costas do São Paulo (vide o caso dos mandos de campo das finais do Paulistão). E ela ainda não percebeu isso. O fato de ela não ter percebido relaciona-se com a coluna bocó que ela assina hoje no LANCE!. Diz Marília que seus leitores reclamam da imprensa, alegando que jornalistas parecem temer o São Paulo. Não conheço os leitores da colunista que fazem essa reclamação. Devem existir aos montes. Por outro lado, a reclamação que mais ouço e com a qual corroboro é que a imprensa, irrefletidamente, mecanicamente, automaticamente, hipnoticamente, encara as coisas relativas ao São Paulo de um modo e, em relação aos outros clubes, de outro modo. Em suma, que há puxa-saquismo na coisa. E que esse puxa-saquismo acaba por influenciar em resultados. Um exemplo clássico é o de Wilson de Souza Mendonça, nas oitavas-de-final da Libertadores 2006. Quando os prognósticos simpáticos ao São Paulo ameaçaram esvair-se no ridículo, ele fez o mundo girar ao contrário. Na mesma noite, Juca Kfouri o defendia encarniçadamente, naquele mau português que lhe é tão caro, contra as mais claras evidências factuais de que o camarada havia cometido um erro grosseiro, desses que comprometem uma carreira. Ora, um ano antes, em 2005, na mesma fase da mesma competição, um certo senhor confirmou os mesmos prognósticos simpáticos dos mesmos simpáticos jornalistas. Deixou de anotar um penal escandaloso em Correia, um outro mais do que duvidoso em Juninho e, para finalizar, anotou um estranhíssimo penal a favor do São Paulo. Como não houve críticas contundentes e como todos preferiram agir como se as coisas não precisassem daquilo para andar como andaram, em 2006 Wilson de Souza Mendonça sentiu-se muito à vontade para se mostrar, ele também, muito simpático. Juca Kfouri estava lá para provar que Wilson tinha razão.
Esse comportamento é antigo e sistemático. Em 1993, boa parte da imprensa encampou os estrilos tricolores contra etéreos esquemas de arbitragem. Enquanto isso, Rogério Ideali convertia a geometria em merda para anular um gol corinthiano contra o... São Paulo. Se há um ponto em que o marketing do Morumbi é inatacável, é este: mantendo-se o controle da opinião, mantém-se também a segurança de quem a seu favor erre. E é contra isso que chiam os torcedores.
Os motivos para esse mau comportamento da rapaziada que cobre nossos clubes? Bom, esses também merecem um material exclusivo, pois seria necessário abranger temas que concernem desde política, história e psicologia, passando pelo psicologismo barato até chegar às suposições de mera desonestidade pura e simples. E que virá quando tempo houver. Por enquanto, estamos só nos sintomas, dentre os quais se destaca o automatismo mental de nossos cronistas.
Quando Marília diz que critica o que deve criticar e elogia o que deve elogiar, deixa-se envolver por essa pasmaceira besta. É lógico que o São Paulo organizou-se melhor do que seus rivais nos últimos anos. Mas, se tais rivais não fossem chamados a pagar contas que não deviam, como o Palmeiras de 2005 o foi, em 2006 certamente não haveria tanta tranqüilidade nas hostes tricolores. Tranqüilidade essa que a turma de Marília garante. É disso que se reclama por aí, porque esse é um sentimento bem generalizado entre as torcidas. Que reclamam com razão.
Tanto é que há quem tente se justificar o tempo inteiro, num regime bravo de consciência pesada. Juquinha de novo. A derrota incontestável, em casa e contra o São Caetano, serviria de prova de que não há predisposição a favor do São Paulo. Conversa mole. Primeiro: de fraco nos bastidores, o São Caetano não tem nada. É apenas menos forte do que o São Paulo, mas não sei dizer se não o é mais do que o Palmeiras. Segundo: o clube da casa foi beneficiado desde a escolha dos estádios até o modus operandi da arbitragem, que deixou de anotar penal escandaloso contra o São Paulo e, ato contínuo e necessário, expulsar o jogador infrator. Fora o primeiro jogo, no qual também houve penal claro não anotado a favor do Azulão. Fica difícil imaginar se pelo menos o segundo episódio não se destinou a evitar o revertério que um 5 x 1 na testa provocaria na testa de tanta testa tão inocente e tão pura. No fim, fica insólito até para o árbitro ver o São Paulo ser goleado assim, como se fosse um Corinthians ou um Palmeiras. E, na medida de suas possibilidades, ele não deixa acontecer mesmo. Pode até ser inconsciente. Mas que não deixa, ah, isso lá é. A derrota em casa, para o São Caetano, não prova que não há predisposição pelo São Paulo. Prova apenas que se pode os pegar de surpresa.
Escrito por Falavigna às 14h15
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E deu o Cúcuta! Eu (é verdade) bem que avisei...
  
Esses três símbolos de convencimento aí em cima explicam-se. São por mim, e pelos meus sentimentos quanto ao Cúcuta. Transcrevo aqui um post meu, do blog antigo, cujo link é http://www.blogdomeusaco.blog-se.com.br/blog/conteudo/home.asp?idBlog=14181&arquivo=semanal&inicio=11/3/2007&fim=17/3/2007. Transcrevo para poupar-lhes trabalho e disponibilizo o link para poupar-lhes mais trabalho ainda, em caso de saudável desconfiança. Vejam só:
Pequena nota sobre a Libertadores Há um time colombiano, chamado Cúcuta, que pratica um dos jogos mais agradáveis de toda a Libertadores. Tem a obsessão pelo toque preciso e macio que a Colômbia herdou do Brasil e que nos fez Reis e Príncipes. O engraçado é que essa fluidez é há tanto tempo combatida no Brasil que já estamos sentindo os primeiros ruídos daquilo que pode ser a queda de toda uma cultura. Sem cadenciar, seremos comuns - e seremos derrotados. Mas voltemos ao Cúcuta. É um desses times que parecem não saber fazer gols. O número de oportunidades criadas é assustador, mas mais assustador ainda é o tanto de gols que se perde. Há um centro-avante panamenho por lá (preciso conferir isso) alto, desajeitado, mas habilidoso. No futuro, quiçá dentro da própria competição, ele talvez vingue e resolva os problemas da equipe. Se isso ocorrer, as outras equipes é que passarão a ter um problema sério. De toda forma, ver o Cúcuta jogar é um prazer, e um prazer nostálgico.
A coisa é de 16/03/2007. Ainda há algo a acrescentar. Acrescentei por lá e repito aqui, com pequeninas alterações. O tal centro-avante se chama Blas Perez, realmente panamenho e soberbo perdedor de gols, mas técnico. Daqueles que nossa imprensa acha que são grossos porque são desengonçados e grandões, mas que sabem fazer um pivô, enfiar uma bola ou mesmo dominá-la sob pressão ou dar um corte seco. É inteligente. O time todo é técnico e não faz nada feio. E ainda deu para fazer gols. Obteve, ontem à noite, uma classificação épica, a là Grêmio. Pode ser que, agora, pegue o São Paulo. Se passar, vai brigar pelo título. E em verdade vos digo: em nenhum outro canal de comunicação esportiva havia a mais mínima nota positiva sobre os colombianos. Ontem, Alex Escobar fez cair o cabaço da coisa, no Sportv, palpitando a favor dos caras e contra o Tolima. Não deve ter sido o primeiro elogio que fez, mas creio que só surgiu sob uma ótica relativista, mais ou menos assim: o Cúcuta só é bom diante dos ruins. Não sei se é isso, mas me pareceu. Preciso conferir. Em todo caso, a observação acerca da qualidade da equipe surgiu aqui antes do que em qualquer outro lugar. Isso é assim porque vejo os jogos. E olha que nem me pagam para isso.
Escrito por Falavigna às 11h27
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Agora é coisa séria!

Bom, eu sei, ninguém ou quase ninguém sabe quem eu sou. O meu problema é com esse quase. Há quem me leia no Comunique-se. Eu escrevo para o Literário. Toda quarta-feira sai uma porcaria minha lá. O Comunique-se é um site bastante freqüentado e eu tenho até meus leitores cativos. Também tenho um blog homônimo a este, que deixarei ao Deus dará enquanto não puder importar posts do Blog-se para cá. Depois que for possível, simplesmente o encerrarei.
Era um blog para falar de futebol, como este. Se alguém quiser visitar, vá ao http://www.blog-se.com.br/blog/conteudo/home.asp?idBlog=14181. Há pouquíssima coisa lá, mas não chega a ser nada, a não ser pelo número de visitantes. Como esta ferramenta aqui é muitíssimo mais poderosa, acho que terei mais gosto em tocar a coisa. E vou tentar obter exposição pela coluna do Comunique-se.
E por que pretendo exposição em um blog sobre futebol? Ora, porque eu mereço. Os outros blogs sobre o assunto são quase sempre uma merda. Jornalismo esportivo, no Brasil, é o rebotalho do rebotalho da atividade cultural. O jornalismo especializado em futebol é o rebotalho disso tudo. Meu blog pode render melhor do que o de muitos outros por vários motivos: porque sou alfabetizado, porque vejo os jogos sobre os quais teço comentários e porque possuo o hábito do raciocínio lógico. Para um brasileiro que pretende falar de futebol, possuo qualidades sobrantes. Mas que só se revelarão com a exposição. Sem ela, ninguém poderá notar a diferença entre o que posso oferecer e o lixo que se oferece por aí, hoje.
E a diferença é abissal. E não me peçam humildade quando o que vocês querem é modéstia. Não sei dizer se sou humilde. A humildade é uma virtude que, uma vez alegada em causa própria, converte-se em pecado. A modéstia não é sequer uma virtude. É uma atitude justificável ou não, adequada ou não, correta ou não, tudo isso conforme a exigência de cada passo. Neste passo, não cabe modéstia. Minha crônica esportiva e sobretudo meus prognósticos futebolísticos são muito, mas muito melhores do que aqueles aos quais o grande público está habituado. As crônicas são melhores porque me preocupei em estudar. Os prognósticos são melhores porque eu realmente vejo as partidas. E ambos são melhores porque gosto do que faço. São três características que não se acham por aí facilmente.
Para conferir a integridade do texto, está aí o texto. Vocês mesmos poderão julgá-lo? Sei lá. Quanto aos prognósticos, esses tenho certeza que vocês poderão atirar na minha cara. Porque os lançarei aqui. Soltos ou vinculados à loteria esportiva, a boa e velha Loteca. Sabe, não sei se eu já disse, mas só neste ano cravei os 14 pontos duas vezes, e sem desdobrar o jogo. O que é desdobrar o jogo? Com o tempo, também vou explicar.
Mais detalhes, em breve.
Escrito por Falavigna às 10h51
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