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Proibição Esquisita

A proibição de jogos na altitude me incomoda. Explico. Ora, há quem se apoie na idéia de que a altitude é uma vantagem unilateral, coisa que não ocorreria com o calor ou com o frio. Às vezes, isso é verdade. Às vezes, não. Equipes habituadas a atuar em climas temperados sentem o calor uma barbaridade. Jogadores habituados a jogar nos trópicos demoram muito para se adaptar ao jogo sob frio realmente rigoroso. Em Copas, o calor tem sido constantemente motivo de queixa. Jogadores que cresceram sob este nosso sol que parece sempre a pino costumam tirar proveito daquilo que, para muitos europeus, é um tormento.
Tudo isso são relatividades. O fato é que ninguém se lembrará de uma competição importante decidida pelo clima. Há quem, desmoralizado pela Copa de 70, diga dela que a altitude e o calor mexicano fizeram estagnar a evolução do futebol força, iniciada em 66. Seria muito gentil, da parte dessa gente, explicar aos times europeus que não havia a menor necessidade de vir contratar grandes artistas no hemisfério sul, tendo em vista que tudo já está resolvido desde 74.
Mas há, ainda, a questão da saúde, da segurança dos atletas. Se for verdade que a altitude, para o atleta que não está a ela habituado, oferece riscos sérios à saúde, então os jogos na altitude devem ser banidos e pronto. Há muita grita nesse sentido. Eu tenho uma dúvida. Alguém já fez algum levantamento que informe, pelo menos, o seguinte:
- Quantos jogadores foram hospitalizados diretamente por conta de atuar na altitude?
- Há casos de morte? Se sim, quantos e em quanto tempo?
- Há casos de seqüelas comprovadamente provocadas por essas partidas?
- Há casos de contusões agravadas pelo fato de se estar atuando na altitude?
Se há registros de eventos dessa natureza, se há documentação de suporte que enseje essa decisão, inclusive com as necessárias contraditas, então não há o que se discutir.
Mas o caso é que nunca vi a mais remota menção a nenhum material desse gênero.
Não vou concordar com a suspensão sem ver os dados que a sustentam. Quem concorda só porque "acha" cruel é irresponsável. Eu quero os dados. Sem dados, não se decide porra nenhuma. Só a dificuldade ou o desconforto de se jogar nas alturas, que aliás existem e acerca dos quais há dados, não são motivos suficientes. Ler gente burra também é difícil, desconfortável para a mente e para o corpo. Não é por isso que a gente pode parar. Conheci uma atriz pornô que achava as cenas de anal muito dolorosas. Mas, como vivia disso...
Escrito por Falavigna às 14h09
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Frescura e Hipocrisia
    
Se Edmundo tivesse sido expulso contra o São Paulo, qual seria sua punição? Um, no máximo dois jogos? Se Souza tivesse sido expulso contra o Grêmio, quantos jogos ficaria de fora? No máximo, um, no mínimo também. Lenílson? Lenílson foi lá e deu uma porrada num cara, coisa que jogador nenhum é obrigado a prever. Edmundo e Souza foram para divididas e, de quebra, para quebrar. Há todo um universo de previsibilidade entre eles e suas vítimas, porque as entradas violentas, bem ou mal, acontecem o tempo todo (e devem ser punidas). Esse toma lá, dá cá faz parte, se não do jogo, pelo menos de seu fluxo. O pugilato puro e simples, não. O camarada pode até fugir de uma dividida dura. De um murro, de uma cotovelada, só com bola de cristal.
Edmundo deveria ter sido expulso. Deu uma chegada facinorosa em Miranda. É justo que o suspendam por um ou dois jogos. Ponto. Não é demais lembrar que o mesmo raciocínio prestar-se-ia a fazer anotar, agora, um cartão amarelo na conta de Miranda, que havia entrado por trás em Edmundo e lhe desferido diversos pontapezinhos de boas-vindas, minutos antes da tentativa de homicídio promovida pelo adversário.
Esse tipo de comportamento da diretoria do São Paulo é preocupantemente hipócrita. Mas nojenta mesmo, é a acolhida que encontra em certos veículos.
Escrito por Falavigna às 09h43
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Para quem eu estou torcendo na Libertadores?
    
Não, por favor, não se confundam só porque eu sou confuso. Eu quero é que os brasileiros se fodam na Libertadores. Depois, na fila de espera, entra o Boca. Nada tenho contra o Cúcuta, gosto bastante da Colômbia e tenho grandes lembranças de Bogotá. Mas, se a simpática equipe colombiana fosse grande e tradicional, por mim ela poderia ir ao caralho que a partisse também. Como não é e como temos que escolher alguém para torcer, o Cúcuta me cai bem. Ademais, apostei no time quando todos o ignoravam. Tenho cá um certo orgulho bobo daqueles malandrinhos.
Mas acho que o Santos tem muitas chances, e que o Grêmio tem algumas. As menores de todas, o que costuma funcionar com aquela raça de filhas da puta encardidos (aos que não entenderem, isso tudo é elogio).
E, na Libertadores, o Brasil, para mim, como instituição, não existe. Existe o meu time e o time dos outros que, quanto mais próximo for, mais horrendo me parecerá. Isso de torcer por uma equipe só porque ela é do mesmo país da gente é coisa de babaca. A gente torce para alguém porque tem motivos mais sólidos. Sou a favor de o Botafogo, um dia, vencer a competição, desde que não contra o Palmeiras. Isso porque o Botafogo, para mim, é uma instituição simpática. O raciocínio vale para vários times. Os que já ganharam ou ganharam mais do que o Palmeiras, eles que se fodam. Os que estão aqui do ladinho, que se fodam mais ainda.
O Palmeiras é minha pequena pátria. Os outros que se virem, ora bolas.
Daí a falar do jogo vai uma distância grande. Vou torcer contra o Santos e pelo Grêmio nesta semi-final, apesar de achar que vai dar Santos mesmo. Se fosse só pela torcida, a esta altura estaríamos vendo Defensor x América.
Escrito por Falavigna às 17h20
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Tem coisas... Que só o Lance! faz por você! - I
  
Eu sei, as redações de hoje não contam com preparadores, revisores e, muitas vezes, com tempo adequado para se produzir. Isso é verdade e serve como justificativa para muita coisa que, é natural, acaba passando.
Mas, na maioria das vezes, uma desculpa é só uma desculpa. E essa precariedade toda só se presta a livrar a cara de uma porção de analfabetos funcionais. O troço está se tornando hegemônico.
O Lance! (São Paulo) de hoje, na página 21, em uma daquelas caixinhas que deveriam resumir um pouco do conteúdo da matéria, falando acerca da final da Copa do Brasil e da carga de ingressos vendida para a partida de amanhã, no Maracanã:
"Torcedores estão contagiados com a presença dos torcedores".
Tudo bem, alguém se enganou. Mas que ficou ótimo, ficou. E "foi sem querer" não é desculpa. Só faltava ser de propósito.
Escrito por Falavigna às 09h07
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Porque o Santos irá à final

O Santos, por enquanto, é a única equipe do Brasil com dois ou três jogadores realmente bons, prontos e adaptados. O Grêmio é forte e tem bons jogadores. Mas Zé Roberto e Cléber conferem ao Santos certa vantagem. O fato de fazer a segunda partida fora, com esse regulamento louco (e ridículo, ridículo, ridículo, com eco e tudo), é até bom para o Grêmio. Basta não tomar gols em casa que já se terá obtido uma vantagem boa. Não é possível que alguém ainda acredite que, para o time de Mano Menezes, jogar na Vila será um problemão.
O problemão será outro: por melhor que seja o Grêmio, o Santos é um pouco melhor. Por melhor que sejam os destaques gremistas, os santistas são um pouco melhores. E a maior qualidade do Grêmio é a confiança num fato da vida que nossa imprensa esportiva desconhece: lá dentro, são onze homens contra onze homens. Pois é: se esses times têm entre si algum ponto comum, é este. O Santos também é assim. Aguerrido, concentrado, consciente. Mas, como está em São Paulo, onde a crônica tem necessidade de inventar supertimes que, afinal de contas, não tornem tão ridículas as derrotas dos supertimes que ela inventou por gosto, então há quem ache que este Santos "está jogando menos do que pode diante do fan-tás-ti-co elenco que possui". Não está. O Santos é isso aí mesmo, e é muito bom assim.
Fosse o Santos uma máquina, e essa máquina ainda teria que suar para vencer qualquer Grêmio. Sendo o Santos uma maquininha jeitosa, ao menos já se sabe que o time sabe suar tão bem quanto um Grêmio que, até aqui, é apenas uma engenhoca danada de boa. Pode dar Grêmio? Pode, uai. O Grêmio tem time para isso, e até para um pouco mais.
Mas vai dar Santos.
Escrito por Falavigna às 16h03
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Libertadores e Copa do Brasil

Para a final da Libertadores: Santos e Cúcuta.
Para o título da Copa do Brasil: Fluminense.
Nota pentelha: desde que começaram as eliminatórias da Libertadores, errei apenas dois confrontos. Um deles, o do Flamengo, por muito pouco. Cerca de 83% de acerto. Vamos bem, hein?
Nota nem tão pentelha: circula por aí a opinião generalizada de que o Boca fará a final. Pode ser que a faça, mas é improvável. Apenas uma atuação destacada de Riquelme ou um dia de glória de Palermo podem por a equipe na briga. Time por time, hoje não dá para o Boca.
Escrito por Falavigna às 14h00
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O Corinthians empolga

Carpegiani, que ainda não se atrapalhou consigo mesmo, é um camarada que conquista o respeito dos seus comandados. Aparentemente, não está sendo perturbado pela confusão institucionalizada no clube. E está dando certo. E o Corinthians, no mesmo gélido Morumbi, pôs mais gente no estádio do que o choque-rei. Coisa natural: um Palmeiras feliz, contra uma equipe de fora, também levaria mais gente, sobretudo ao Palestra, do que num choque-rei como o de ontem.
E que bom jogo se viu no sábado!
Se Palmeiras e Corinthians continuarem evoluindo, este campeonato promete. Santos, Botafogo, quiçá o Vasco e o Flamengo, até mesmo o Fluminense, Atlético, Grêmio: todos os grandes centros apresentando armas. Seria lindo de se ver.
Não é preciso ser muito sabido para se perceber que, quando são Palmeiras e Corinthians os protagonistas por aqui, a cidade de São Paulo fica mais paulistana. E o ar, mais respirável.
Escrito por Falavigna às 09h11
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Coisa Medonha

Medonho, mas compreensível. Se o São Paulo perdesse, ficaria sem treinador (o que seria uma bobagem, é verdade, mas aconteceria. Talvez não imediatamente, mas no turbilhão que se seguiria). Se o Palmeiras perdesse, o cordão dos "esse time é uma merda" botaria o bloco todo na rua, e o ano inteiro iria para o espaço. Para a imprensa paulista, o Palmeiras pode perder pra quem quiser, menos para o São Paulo. Porque, por conta de algum raciocínio inexplicável, as derrotas do Palmeiras para o São Paulo são prova cabal de que o Palmeiras é uma merda e o São Paulo, excelente. Por que se precisa de excelência para bater em bêbado é que a gente fica sem entender.
No sábado, conversei com um palmeirense que me garantia que o time era muito ruim e que, ora vejam só, não sabia quem era David e que Michael é horroroso. Coisa de amador? Quando o Palmeiras revelou Francis, Wendel e Michael, a crítica dizia que o terceiro era o único que não tinha futuro. E ainda há quem insista em dizer que ele é um lateral deslocado para a meia. Não vou comentar isso, por falta de paciência.
Dagoberto. Alguém precisa explicar para o rapaz que, na cidade grande, o caboclo joga em pé. Valdívia cai muito porque lhe fazem muitas faltas e porque é meio palhaço. Ontem, Dagoberto foi completamente palhaço. Mas, pelo menos no final do primeiro tempo, deu mostra de que pode ser o que dele se espera.
Edmundo: do meio para o fim do segundo tempo, atrapalhou mais do que ajudou. E não pode querer bater todas as faltas (aliás, deve bater a minoria delas: Martinez as bate muito melhor). E muito menos encher o saco do técnico.
De toda forma, acho que está claro que a coisa anda equilibrada e que essa história de elenco superior existe só na cabecinha de gente que considera Leandro, Aloísio e Souza jogadores “diferenciados”, sabe como é? Sem falar em Josué, aquele monstro sagrado, compreendem?
Escrito por Falavigna às 08h49
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Há Favorito?

Ah, difícil, né? O São Paulo veio se esmilinguindo e não creio que vá poder controlar a partida com base num entrosamento que está entre o que não existe mais e o que não existe ainda. E o Palmeiras, mesmo com mais recursos, hoje, no time titular, ainda patina quando precisa mostrar tudo o que pode. O Palmeiras está melhor? Está. O jogo está com cara de Palmeiras? Está. Mas o Palmeiras não é favorito, não. Não há favoritos.
Mas meu palpite é o Palmeiras.
Escrito por Falavigna às 10h55
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Tem coisas que só acontecem ao Botafogo
    
A arbitragem de ontem foi insólita. Mais ou menos insólita do que a que eliminou o Atlético contra o Botafogo, na fase anterior? Mais ou menos insólita do que a que tirou o Carioca deste ano do Botafogo? Mais ou menos insólita do que a falha, o verdadeiro peru do jovem goleiro botafoguense, ontem (notem: o goleiro do Figueirense não tomou nenhum peru, não é mesmo?)?
Várias conclusões: o Botafogo foi muito prejudicado, e nada tem a ver com os erros de Simon contra o Galo. Assim como o Figueirense nada tem a ver com os erros daquele pitéu que é Ana Paula. Aliás, moça, cuide-se: você começou o ano como a melhor assistente do país. Está fazendo de tudo para entrar para a História como a bandeirinha mais gostosa de todos os tempos. É muito pouco, cê não acha?
E o que foi aquilo que fez a torcida do Botafogo? Aquilo de "Piranha! Piranha! Piranha!". Ela tem que aguentar, é verdade. Se não conseguisse, que fosse ser alguma outra coisa na vida. Mas achei meio indelicado. Adoro uma grosseria despropositada, exagerada, baixa pra valer. Mas aquilo me pareceu falta de educação e só. O pessoal quer ofender com ódio, no lugar de simplesmente ser porco, sujo e engraçado.
Isso é decadência.
Escrito por Falavigna às 16h52
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Aproxima-se a hora do monstro

Escutem só: Luxemburgo é realmente um monstro, um monstro a quem falta um certo prêmio. Diga o que disser, o sujeito precisa vencer uma Libertadores. Felipão, em 99, com um Palmeiras quilometricamente inferior ao de Luxemburgo de 94, conseguiu. Isso para não falar no que ele fez com o Grêmio, em 95. A Libertadores é a jóia que falta à coroa de Vanderlei.
Tenho péssima impressão da pessoa de Luxemburgo, mas isso não é assunto relacionado ao futebol. Se ele sonega ou não impostos, se a mãe dele o criou na zona, se ele tem mau gosto para mulher, se curte zoofilia, tudo isso é um monte de merda que não diz respeito a ninguém, a não ser aos diretamente interessados: o fisco, a senhoras mãe e esposa dele, os cachorrinhos da família. Ademais, normalmente, boa parte dessas histórias são só isso: histórias. Não duvido que Luxemburgo tenha sonegado impostos, mas nunca ouvi ninguém falando que a mãe o criou na zona. Se tivesse ouvido, daria ao assunto a mesma importância que dou ao episódio da manicure ou dos impostos: nenhuma. Nem sei como um troço desses vira notíca numa página de esportes.
Se Luxemburgo locupleta-se com negociações envolvendo jogadores, a conversa é outra. Curiosamente, é o assunto a respeito do qual menos se faz esforços sérios de esclarecimento. Eu sei o porquê. Dançando Luxemburgo, dança muito mais gente a qual se devota sonsa simpatia. Então, deixa-se tudo como está, não é mesmo? Em todo o caso, essa conduta, se confirmada, diz respeito ao futebol e por isso me interessa. E minha opinião sobre o assunto é que, se não for possível manter Luxemburgo sob controle, então ele simplesmente deixa de render o que pode e deixa de valer a pena. Por isso, a autonomia dele nos clubes em que atua é assunto complexo. Passarinho que come pedra, sabe o cu que tem.
Por outro lado, é inegável que Luxemburgo é um dos maiores treinadores da História do país. Seus times são identificáveis. O homem conhece muito de futebol. É esperto o suficiente para engrupir nossa croniquinha com aquele tipo de parafernália verbal que a imobiliza e faz ceder. Essa qualidade, aliás, freqüentemente o faz cair no ridículo. É comandante. É inteligente. E ainda deu para conformar-se com o que chamarei de "Recursos a Trabalhar". Antes, Vanderlei formava times com grandes quantidades de craques; sem eles, soçobrava. Agora, nem disso mais ele parece precisar. Inclusive porque se soltou bastante na hora de escolher desconhecidos, no que está cada vez melhor. E esse seu Santos tem dosado esforços de maneira tão precisa que chega a assustar. Quando precisou, rendeu o que precisava. Não se enganem: a situação do Santos, ontem, não era fácil; aquela história de goleada promovida pelo Lance! era delírio puro.
O América veio leve, sem responsabilidade. Perdendo, nada perdia. Assim, é mais fácil atrapalhar. Ademais, havia bons jogadores ali ontem, que poderiam dar trabalho (como de fato deram). Bilos é bom, bom mesmo. Com aquele tamanhão todo, e bom.
E o Santos estava indo muito bem, perdendo gols, chegando com consciência. Tomou um gol de contra-ataque, é o futebol. É a puta da vida. No segundo tempo, começou a dar mostras de descontrole, mas - signo máximo dos grandes campeões - achou o gol na hora em que parecia se por a perder, e na qual no entanto inventou o tempo de se salvar. Ontem, no radio, ouvi um comentarista, um de voz muito jovem, dizer que o primeiro tempo do Santos foi ruim. Sei. Se estava perdendo, é porque estava indo mal. Coisa de perobo. Até mesmo Milton Neves, que cai menos do que os outros na conversa fiada e açodada, sempre salvo por aquela espécie de instinto que faz os bons palpiteiros, disse, depois do jogo, que o Santos não está jogando nada. Deve ter sido a precaução medrosa de todo torcedor precavido - e com medo de ser feliz.
Luxemburgo está chegando, mais preparado do que nunca. Não vai ser fácil. Mas nunca foi tão possível.
Escrito por Falavigna às 14h50
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O Grêmio, ah, o Grêmio

Há mais de dez anos o Grêmio vem dando inveja na gente. Caiu duas vezes, e daí? No meio tempo, fez uma coleção incrível de proezas incríveis. E a coleção aumenta. Ontem, para falar a verdade, não foi nada demais. Pelo menos, se considerarmos os episódios recentes (como o do Caxias). O mais bonito são as faixas: "Que nossas façanhas sirvam de exemplo para o mundo". Acho que é isso. Seja lá o que for, há espírito nessa coisa toda.
O Sul empolga, essa é a verdade. E há alguma coisa no Grêmio que é diferente. O Inter, quando vencedor fora do círculo sulista, normalmente tem times mais brilhantes. Isso é curioso, porque a gente tende a relacionar a valentia aos clubes originalmente mais identificados com o povão, o que é o caso do Inter. O fato é que, em futebol, não gostamos de abrir mão de nossos preconceitos.
Nada se pode fazer sem uma equipe boa, é verdade. Mas, para quem está de longe, fica parecendo que o Grêmio não faz muita questão de fazer bonito: prefere sempre fazer difícil.
E eis nossa esfinge: gremistas, não se enganem. O Santos é muito melhor do que o São Paulo, muitíssimo melhor do que o Defensor e tem mostrado incrível poder de concentração nos momentos difíceis. Mas, afinal de contas... vocês acham isso melhor ou pior, afinal de contas?
Escrito por Falavigna às 10h23
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O novo Corinthians

Já disse o que penso sobre Carpegiani. O sujeito não é exatamente bom da cabeça. Profissionalmente, sobretudo sob o aspecto técnico, não é a última cocada do tabuleiro. E cai muito no gosto de quem gosta de uma empulhação.
Em todo caso, é inegável que o Corinthians melhorou sob seu comando. Não me parece que a equipe esteja sequer jogando razoavelmente, mas tem tido vontade e tem mais recurso do que se pretende vender por aí. Willian é muito bom, esse Lulinha pinta como monstro. Marcelo Matos é bom, Zelão pode ser que dê certo. Éverton, é inegável, empolga. Pedro deverá vir a calhar. Felipe, o goleiro, foi uma grande sacada. Finazzi? Se der certo, será surpresa. Mas Clodoaldo, recém contratado, está bem demais. Pena que já tenha 28 anos.
Ainda acho que o caldo vai entornar. Mas, ora vejam só, estamos falando do Corinthians. E, bem, vocês sabem... as coisas lá não seguem à risca a norma geral do mundo. Pode ser que tudo evolua de maneira positiva. Eu duvido. Mas quem sou eu para duvidar daquela gente maluca? O caso é que tudo começou bem.
Creio que o Corinthians começará a ter problemas já contra o Atlético Mineiro. De qualquer maneira, um dos dois vai ter problemas sérios depois do jogo. Se o Corinthians perder, perde o calor que o embalou até aqui e volta tudo a ser como d'antes no quartel de Abrantes: choro e ranger de dentes à vista. Se perde o Atlético, o Galo candidata-se com força ao protagonismo na peça "Grande em Crise - 2007". Um empate é meio broxante para ambos.
O problema do Corinthians, hoje, é saber se a velha mística poderá erguer, como em tantas outras ocasiões ergueu no passado, aquela imensa barreira de fé e fôlego capaz de deter influências negativas como as que, agora mais do que nunca, despencam da liderança do clube diretamente na cabeça do elenco e do comando técnico. Meu palpite: desta vez, fodeu. Não vai dar.
Mas, como é o Corinthians...
Escrito por Falavigna às 14h39
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Pequena Nota

Estive entre os que criticou Caio Jr. pela não substituição de Edmundo contra o Figueirense. Pois bem. Eu estava errado. Valdívia era dúvida antes do jogo, isso sabíamos. Sua substituição, portanto, era prevista. Restou Michael, visivelmente cansado. Ocorre que Edmundo também estava visivelmente cansado, e é mais velho. Critiquei Caio. Só que vejam só: Michael havia levado uma pancada no joelho e precisou ser substituído. E Willian não estava nem no banco (o Palmeiras tem, mais ou menos para os mesmos setores ou para setores correlatos, Edmundo, Valdívia, Michael e Willian. Como pode ser fraco?).
Pois muito bem: fazer o quê? Edmundo teve que ficar até o final. Se alguém discorda, deve ter sugestão melhor.
Tem gente por aí devendo mais desculpas do que eu.
Escrito por Falavigna às 12h08
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Os riscos que o Palmeiras corre

Vamos lá: se o Palmeiras perder para o São Paulo domingo, resultado que seria perfeitamente normal (tão normal quanto qualquer outro, diga-se de passagem), vão cair de pau em cima da equipe com aquela conversa mole que permeou todo o Paulistão. Ah, mas no Paulista o Palmeiras foi vergonhosamente eliminado antes das semi-finais. É verdade. Como é verdade que o time foi montado durante a curta competição, com pressões e expectativas diferentes daquelas com as quais equipes menores conviveram. Também é verdade que o desempenho da equipe melhorou visivelmente no último terço da disputa, e que tanto ali como no início do campeonato o Palmeiras deixou de vencer diversas partidas em que atuou bastante bem. Dentre outras proezas, chegou a perder uma partida em casa, para o Noroeste, em que criou pelo menos uma dezena de oportunidades só no segundo tempo. Ah, mas perder gols é um defeito. Pois é, a burrice também. Só que melhorar o aproveitamento em conclusões é possível e, com o tempo, até mesmo provável. Deixar de ser burro, não dá.
O que quero dizer é que o Palmeiras vem evoluindo incessantemente desde o início do ano. E tem um time titular mais do que razoável, além de dois dos melhores jogadores em atividade no Brasil. Revelou David e Michael, além de Willian. Não está longe de nenhuma equipe e, se não perder a cabeça, vai brigar de melhor para pior com a maioria, e de igual para igual com o restante. Eis aí o problema. Cabeça.
Por exemplo, o São Paulo. Caso perca, a cabeça de Muricy virá a prêmio. Mas não se sente essa pressão. E ainda há Dagoberto. Ou seja: mesmo perdendo, o São Paulo terá, em algum momento, oportunidade de se recuperar e isso será reconhecido desde pronto. O mesmo não ocorrerá em Palestra Itália. Perdendo, a equipe será imediatamente desmoralizada pela imprensa, a menos que se trate de uma situação excepcional (um 4 x 3, por exemplo). A diretoria ainda não deu mostras de que é capaz de ignorar esse tipo de babaquice e, mais ainda, de atuar com firmeza junto ao elenco, a fim de que todos ali percebam que estão num lugar sério.
Para o time do Palmeiras, a partida é uma prova de fogo. Se vencer, a equipe firma-se como uma das principais forças do país.
Para a diretoria do Palmeiras, a partida é uma prova de fogo. Se a equipe perder, veremos até que ponto esses homens estão preparados para dirigir o futebol da Sociedade Esportiva Palmeiras.
Escrito por Falavigna às 11h53
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Cúcuta, de novo
    
Bom, eu avisei em março, na fase de grupos, quando eles estavam praticamente eliminados. Já estão na semi-final. Para o Santos, hoje, é melhor torcer pelo sucesso gremista contra o Defensor. O Cúcuta é infinitamente melhor do que o Grêmio. Se o Grêmio passar, será atirado contra o Santos. Restará ao Cúcuta enfrentar o bom Libertad ou um Boca ainda em formação. Contra o primeiro, é quase certo que obtenha sucesso. Contra o segundo, pode cair diante do talento individual de um monstro como Riquelme, por exemplo. Mas é favorito contra ambos.
Escrito por Falavigna às 11h35
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São Paulo x Palmeiras

E lá vamos nós de novo falar dessa coisa fantástica que é o modo como nossa croniquinha vê o mundo, a vida e, por último mas não somente, o futebol. Daqui a vinte ou trinta anos, quando as gerações futuras virem as reproduções da transmissão de Náutico x São Paulo, de ontem à noite, nós seremos motivo de piada.
Antes do início da partida forneceram-se as escalações; após o que forneceu-se a informação da composição dos bancos de reservas. Imediatamente, um fulano qualquer a quem muniram de um microfone vai lá e diz assim: "olha esse banco de reservas do São Paulo, hein, de fazer inveja a muito time titular aí pelo Brasil". Depois, entrevista-se, an passant, um dos representantes desse seletíssimo grupo que faz inveja aos co-irmãos do São Paulo, desde o úmido Oiapoque até o gélido Xuí. O repórter diz assim: "Mas então, fulano, como você se sente nessa situação de ficar no banco? Na Europa é muito comum, né, jogadores do seu nível no banco". Ah, vamos lá. Isso vai ser divertido.
O banco de fazer inveja era mais ou menos isso: Leandro, Aloísio, Richarlyson, Alguém de Fazer Inveja Mas Que Eu Não Lembro Agora e... Souza, que, por sinal, era o camarada que encontra muitíssimos pares na Europa nessa vida de ir a um banco invejável. Esses gênios todos que fazem babar de inveja, vamos ver, o Botafogo (com Dodô, Lúcio Flávio, Joílson, Zé Roberto, Jorge Henrique e outros invejosos, inclusive Luis Mário, que ocupa desprezivelmente aquele desprezível banco) foram barrados pelos monstros sagrados Ilsinho, Hernanes, Borges (isso mesmo, Borges) e por mais alguém monstruosamente sagrado mas cujo nome desgraçadamente não me ocorre agora. Isso só pode ser piada.
Nenhum dos nomes citados era sequer banco no próprio São Paulo, de 91 a 93, pelo menos. Em 94 Edílson (isso, Edílson), não achava vaga no time titular do Palmeiras. O Corinthians mantinha Marques no banco. Se Leandro é um jogador, como se gosta de dizer agora, "diferenciado" (ei, ocorreu-me o nome que me fugira: Dagoberto. Curiosamente, é o único que merece atenção de verdade - é no que dá fingir que o medíocre é brilhante, ofusacaram-nos a vista), Marques era o quê? Alguma espécie de Pelé mais magrinho? O pessoal perdeu a cabeça? O time do São Paulo era muito bom dois anos atrás, bonzinho no ano passado e neste ano nem existe ainda - o estão montando agora. O fato é que os clubes brasileiros estão numa merda que faz gosto, uns mais, outros menos. O São Paulo, pelo menos, teve o bom senso de não mexer num time que a imprensa queria ver mexido, e isso foi em 2004. Entrosou-se. Mas, hoje, está desfeito. Do time que era muito bom saíram Amoroso, Cicinho, Grafite, Luizão, Mineiro e Danilo. É a porra de um time, meu Deus do Céu. Leandro? Isso é piada? Leandro é um jogador útil, aguerrido, meio bobo e que compõe elenco. No Palmeiras de hoje, seria perfeitamente inútil. Souza cairia bem na lateral-direita, mas desconfio que a imprensa não lhe concederia as honras que hoje lhe concede se ele não estiver no São Paulo. Sob pressão, com a aquela cabecinha de merda, não duraria seis meses. Richarlyson, nem no proto-Corinthians que ora se tenta montar poderia jogar. Que conversa é essa, cambada? Comeram merda?
Ah, e o Palmeiras entrando de novo nessa lengalenga. O São Paulo está mais pronto que o Palmeiras? Ainda está. Mas, hoje, no time titular, tem menos jogadores decisivos. E uma defesa pior. Quer dizer que o Palmeiras vai ganhar fácil? Bobagem. Quer dizer que, ainda que o Palmeiras ou o São Paulo saiam massacrados sob 05 gols, não há abismo nenhum entre os recursos humanos de ambos. Jorge Wágner é muito bom? É verdade. Mas é irregular. E por algum acaso alguém tem visto Michael jogar? Miranda, Alex Silva ou André Dias são melhores do que David ou Dinho? Valdívia não jogaria no São Paulo?
Acordem, bobões. Neste Brasileiro, ninguém é de ninguém. O São Paulo é só mais um. Quem mantiver a calma é que se fará maior.
Escrito por Falavigna às 16h39
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Palmeiras x São Paulo

Vi apenas dois jogos neste final de semana: Palmeiras x Figueirense e Náutico x São Paulo. E, domingo que vem, é dia de choque-rei.
O Palmeiras empolgou no primeiro tempo e preocupou no segundo. Não é momento de dosar nada. A equipe não pode perder oportunidades de evoluir, de se entrosar, de se fazer pronta. E Caio está substituindo mal. Outras coisas preocupam: por que Michael cansa sempre? Por mais que corra, ele é jovem. Sim, é claro, não é possível que o garoto mantenha aquele ritmo alucinante o jogo todo; assim como não é possível que seu desempenho resuma-se a atuar excepcionalmente bem dois terços dos jogos para depois parar em campo. Florentín vai render bem numa partida como a que virá, contra o São Paulo, por exemplo? Se sim, o Palmeiras terá resolvido um problema. Mas e se ele se estoura, como Osmar? Não há banco. Outras dúvidas: Edmundo é ótimo, mas precisa bater todas as faltas, inclusive as que Martinez deveria bater? Leandro vai continuar melhorando de rendimento ou isso é só um sonho bom? De qualquer forma, há algo que precisa ser dito em relação ao Palmeiras: há um time titular forte, com alguns bons reservas, que está se entrosando de maneira adequada e que, às vezes, patina por falta de confiança. Mais da metade do trabalho de um treinador é conferir confiança a uma equipe. Isso ele faz, inclusive, mostrando que tem razão quando o assunto é futebol. Caio Jr. não pode substituir de modo a recuar a equipe sempre, inclusive porque, muitas vezes, não há a menor necessidade disso. Eu sei o que ele pretende. Preparar a equipe para atuar no contra-ataque em situações em que as oportunidades surgirem. Só que há hora e lugar para tudo. Por exemplo: seu time vai lá e mete dois no Flamengo, com sobras. Você só põe o time para trás se sentir que o Flamengo pretende ir para frente. Convidá-lo, assim, sem mais nem menos, acaba em merda. O adversário é sempre como aquele camarada chato que, quando a gente diz a ele "aparece lá em casa", ele pega e aparece. Se o Palmeiras sair na frente contra o São Paulo e não partir para liquidar o jogo, vai se dar mal. E, em se dando mal contra o São Paulo, acaba a paz. O que, aliás, é uma bobagem. Bobagem que se explica enquanto se explica o São Paulo. Ao próximo post.
Escrito por Falavigna às 16h19
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Não, não desisti

Ainda não consegui apontar, no Literário, lá do C-se, um caminho para este blog. Mais por relaxo meu do que por qualquer outra coisa. Mas vou fazer.
Para piorar tudo, quase não postei nada na semana passada. Nesta, juro que me corrijo.
Escrito por Falavigna às 16h02
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Grandes Palpites

Meus palpites para as semi-finais da Libertadores:
Classificar-se-ão Cúcuta, Santos, Grêmio e Boca.
Para as finais da Copa do Brasil:
Botafogo e Fluminense.
Escrito por Falavigna às 17h15
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E vai dando o Cúcuta

Passei por aqui só para dizer que o Cúcuta está praticamente na semi-final da Libertadores. 2 x 0 em casa, no primeiro jogo, é um resultado praticamente irreversível. Ao menos enquanto durar esse regulamento idiota (só se copia do 1º Mundo o que ele tem de idiota) que utiliza gols fora de casa como critério de desempate. Sobretudo entre equipes entre as quais há certo equilíbrio, é quase fava contada.
Escrito por Falavigna às 17h12
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As babaquices da hora
  
Agora estão dizendo que Juvenal Juvêncio escalou o São Paulo contra o Goiás. Pode ser que tenha escalado mesmo. Não é aí que reside a babaquice. Aí reside só a maldade. A babaquice vem de outro lado.
Consiste no seguinte: Muricy estava escalando mal o time, e por isso o time perdeu. A escalação certa entrou contra o Goiás e o time ganhou. Agora está tudo certo e o São Paulo vai voltar a perder uma partida a cada trinta que disputa, apenas. Porque o São Paulo tem um elenco es-pe-ta-cu-lar que só perde se mal tocado. Ah, vamos ver isso de perto.
O Lance! de hoje exibe um bonito quadro, daqueles que informam "quem entra, quem sai". É altamente instrutivo. Antes de analisá-lo, deixo uma notinha: a única opção de Muricy que parecia realmente esquisita era a de Jadílson para a vaga de Júnior. Até aí, no início do ano essa era quase que uma requisição da crítica. Se é verdade que Muricy estava errado agora, a crônica errou primeiro. E Muricy ainda tem uma desculpa, pelo menos para as oitavas da Libertadores: Júnior esteve de cama entre o primeiro jogo e as vésperas do segundo. Dito isto, passemos ao quadro do Lance!.
A primeira mudança: Dagoberto no lugar de Leandro. Ora, não é possível que alguém acredite que Muricy não a faria assim que possível. Dagoberto mesmo garantiu que, contra o Grêmio, não suportaria noventa minutos. Suportou muito mal os que teve que jogar no jogo de volta. E tem mais: se alguém é responsável por uma eventual supervalorização de Leandro, não é Muricy. Foi a imprensa que o transmutou: de jogador limitado do Corinthians, passou a grande atacante no São Paulo. Até de "muito habilidoso" o chamaram. De um esforçado e útil componente de elenco, passou a jogador de ponta. Se alguém quiser reclamar de alguma das alterações promovidas no time titular, reclamem desta. Afinal de contas, Leandro, até outro dia, era "fundamental", não é mesmo?
Depois: Borges no lugar de Aloísio. Ora, mas Aloísio não era o novo Evair? Penso que, se Borges puder render no São Paulo o que rendia no Paraná, já estará fazendo mais do que Aloísio fazia (e Aloísio esteve longe de ir mal). Ocorre que são dois jogadores perfeitamente comuns, um pouquinho acima da média e só. Agora, vão intercambiar suas fases boas e más, mas nunca serão o que se tentou vender que Aloísio era. Casagrande não vai reclamar dessa alteração? Até aqui, temos um Muricy inocente na história. A primeira mudança ele não teve tempo de fazer e, a segunda, a crônica tem a obrigação moral de criticar. Criticando-a, dá razão a Muricy.
Mais adiante: Jorge Wagner no lugar de Jadílson. Bom, essa já está comentada lá em cima, quando se falou de Júnior. Só uma coisa: Jorge Wagner não é craque. Vai muito bem quando não pesa sobre as suas costas a responsabilidade de ser um dos bons, um dos decisivos. Muricy errou ao não escalá-lo desde o início, sobretudo no segundo jogo. Mas não é coisa que comprometa seu trabalho. Até aqui, seus críticos erraram mais do que ele. Inclusive porque, repito, já houve muita grita por Jadílson, e por Jadílson no lugar de Júnior, um jogador infinitamente superior a Jorge Wagner.
Depois, temos Hernanes no lugar de Richarlyson. Richarlyson, não fosse o gol contra na primeira semi-final do Paulista, continuaria caminhando firmemente rumo à leandrização. Agora, virou mico. Hernanes é melhor do que ele, é melhor inclusive do que Josué. Em breve, teremos para todos nós claro que Josué, como volante, é um bom coadjuvante de Mineiro. Mas Hernanes é mais habilidoso, rouba a mesma quantidade de bolas e, nesse ínterim, não desce pontapés a torto e direito, como Josué. Ia ser titular mais dia, menos dia, mas jamais houve um único pedido por sua entrada. E não vai mudar muita coisa mesmo. Não é possível que Muricy seja mais culpado aqui do que o seriam seus críticos. Todos apontavam para o vigor de Richarlyson, a versatilidade de Richarlyson, os glúteos de Richarlyson. Ninguém se lembrava de Hernanes. Não é aqui que se verá más escolhas de Muricy, e só de Muricy.
E termina tudo com Souza saindo e André Dias entrando. Souza é um lateral útil, melhor do que pensam e pior do que acredita ser. André Dias, um zagueiro comum que ganhou a simpatia da imprensa ao escolher o São Paulo em detrimento ao Palmeiras. Se tivesse ido para o Parque e lá feito o que fez com a camisa do São Paulo contra o São Caetano, a esta hora estaríamos ouvindo o quanto a diretoria tricolor foi inteligente ao deixá-lo ir para o Palmeiras. Se é verdade que essa alteração é imposta a Muricy, aposto que terá que ser desfeita rapidamente. Não há sentido em Souza ficar no banco se é para André Dias jogar. Se fosse por Ilsinho, vá lá. E não faz sentido André Dias jogar, no lugar de quem quer que seja. Se era por esse equívoco de Muricy que o São Paulo vinha mal e caiu na Libertadores, então o time está mesmo muito mal. Porque só uma equipe muito fraca não pode prescindir de André Dias.
Para terminar: Juvenal Juvêncio já foi presidente do São Paulo. Em 1990, o clube foi rebaixado no Paulista sob seu comando. Depois, houve aquela euricada, aquela virada de mesa (com vantagens, diga-se de passagem). Mas o rebaixamento ninguém apaga. Está na conta de JJ. Acho que ele não tem muito a ensinar a Muricy. Nem ele, nem a croniquinha.
Escrito por Falavigna às 09h47
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Palpites para o Brasileiro
Para o Título e Libertadores (qualquer um pode ser campeão, todos brigarão pelas vagas e todas ficarão entre eles):
Santos, São Paulo, Grêmio, Botafogo e Palmeiras.
Para cair: América, Náutico, Paraná, Juventude e Goiás.
Escrito por Falavigna às 16h04
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Palpites do Concurso 264 - 600 pila na mesa
Jogo 1 – Flamengo x Palmeiras - Meio e dois.
Jogo 2 – Internacional x Botafogo - Inter seco.
Jogo 3 – Fluminense x Cruzeiro - Um seco.
Jogo 4 – Ituano x Ceará - Triplo.
Jogo 5 – São Paulo x Goiás - Um e meio.
Jogo 6 – Paraná x Grêmio - Grêmio seco.
Jogo 7 – Brasiliense x Marília - Um seco.
Jogo 8 – Sport x Santos - Sport seco.
Jogo 9 – Criciúma x São Caetano - empate seco.
Jogo 10 – Coritiba x Paulista - Triplo.
Jogo 11 – Figueirense x Atlético Paranaense - Figueira seco.
Jogo 12 – Atlético Mineiro x Náutico - Seco na um.
Jogo 13 – América/RN x Vasco - Dois e meio.
Jogo 14 – Corinthians x Juventude - Triplo.
Escrito por Falavigna às 15h39
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Escrito por Falavigna às 15h37
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Vamos ao nosso saldo

Bom, findaram-se as eliminatórias que respondiam pelos Grandes Palpites. Vamos ao nosso saldo.
Libertadores
Santos x Caracas, vai dar Santos;Acertamos!
Colo-Colo x América, vai dar Colo-Colo (neste fodi-me com força); Erramos!
Toluca x Cúcuta, vai dar Cúcuta;Acertamos!
Necaxa x Nacional, vai dar Nacional;Acertamos!
Flamengo x Defensor; vai dar Flamengo (craw em mim, de novo);Erramos!
Grêmio x São Paulo, vai dar Grêmio;Acertamos!
Libertad x Paraná, vai dar Libertad;Acertamos!
Vélez x Boca Jrs, vai dar Boca.Acertamos!
Copa do Brasil
Ipatinga x Brasiliense, vai dar Ipatinga;Erramos!
Atlético PR x Fluminense, vai dar Fluminense (acho que, aqui, talvez eu já me tenha fodido);Acertamos!
Náutico x Figueirense, vai dar Figueirense;Acertamos!
Botafogo x Atlético MG, vai dar Botafogo.Acertamos!
Nos Grandes Palpites, 75% de aproveitamento. Baixo, mas não kfouriano. Este índice, num brasileiro, é bom. Em eliminatórias, não gosto. É só muito melhor do que os de nossos jornalistas regulares, o que é uma vergonha. Tinha que ser infinitamente melhor.
Os pequenos palpites ainda esperam o Vitória, mas neles já kfourizamos tudo. Ainda hoje: Esportiva, Grandes Palpites para o brasileiro e muito menos!
Escrito por Falavigna às 09h20
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Já foi tarde
    
Vergou. Alguém poderia, por gentileza, sair por aí dizendo que o primeiro semestre acabou para o São Paulo? Não, não poderia. Isso só vale para equipes que não têm siglas retais para seus departamentos médicos, como Corinthians e Palmeiras. Mas ir ao meu post de 26/04/2004, das 10:36, isso lá dá. Desde março a equipe já havia dado sinais claros de que não poderia render nem um terço daquilo que se garantia que ela poderia render. Era como se Danilo, Mineiro e Fabão não fossem fazer a mínima falta. Aliás, esse vício é antigo: também se fingiu que Luizão, Amoroso, Ricardo Oliveira e Cicinho não fariam a mínima falta. E ainda há quem diga que o que fez falta foi a liderança de... Lugano. Compreendo.
O São Paulo está se rearmando, após ano e pouco de desmanche. O campeonato brasileiro do ano passado foi conquistado por uma equipe decididamente inferior à que havia saído consagrada de 2005. O título veio muito mais na esteira do entrosamento, da confiança e do peso político (mesmas qualidades, aplicadas em diferentes proporções, que renderam o vice na Libertadores) do que da superioridade técnica, que aliás existia mas não era intransponível. Agora, com um elenco ainda mais enfraquecido e um tanto menos entrosado, a tabela da Libertadores não sorriu ao time do Morumbi. Desta vez, não havia um adversário sobre o qual os árbitros pudessem cagar na cabeça. Aos Kfouris da vida: por que vocês acham que o árbitro de ontem era chileno, e não brasileiro? Remember Wilson, remember Wilson. Aquilo pegou mal mesmo. E Juca, o Kfouri, disse que quem tomava o penal por absurdo (como até Wilson parece ter tomado, mandando-o voltar sem motivo e inventando, minutos depois, uma falta na lateral da área são-paulina, por puro peso na consciência) era palmeirense fanático.
E é neste clima de ilusão que o São Paulo iniciou este ano. Em 2006, ela ainda guardava pontos em comum com a realidade. Agora, descolou de vez. Vão tentar fingir que não, mas descolou. O pior é que houve quem preferisse dizer que o São Paulo era, por exemplo, muito superior ao Grêmio. Não é. Talvez volte a ser em breve, mas por enquanto não é.
E Muricy não tem culpa de nada disso. Insistem em dizer que ele está trabalhando mal um elenco excelente. Que é arrogante. Vejamos: Miranda e Alex Silva são excelentes? Felisbino é excelente? Jadílson? Aloísio? Marcel? Borges? Souza? Hernanes? Reasco? André Dias? Leandro, meu Deus? Excelentes? Vergonha na cara ajuda, viu, moçada? Arrogantes são vocês, que querem um São Paulo que não existe há quase quinze anos. Jogador pronto, de primeira linha, no São Paulo, há pouquíssimo. E muitos o são apenas sob certas condições. Rogério Ceni é um bom goleiro que, antigamente, batia falta muito bem. Talvez volte a batê-las, mas jamais passará de um bom goleiro. Junior é craque, mas está em final de carreira. Jorge Wagner é bom jogador, mas razoavelmente irregular. Ilsinho talvez venha a ser realmente confiável, um dia. É uma a boa aposta, mas está, quem sabe apenas a curto prazo, longe de ser o lateral descrito pela imprensa. Hugo é bom jogador, mas não vai armar time nenhum do mundo. Utilizado da maneira correta, atrás dos atacantes, pode, eventualmente, voltar para se revezar com armadores e marcadores, surpreender de fora da área e ainda aparecer na frente do gol. Muito recuado, vira um jogador comum. E ele tem que ficar recuado porque Danilo se foi. Quando não está no contra-ataque, ao São Paulo só resta o abafa pelas laterais. E dar campo ao adversário. Dagoberto, em forma, é um jogador de primeira linha, um potencial craque que os outros times não terão no ataque. O resto é jogador de grupo. Aloísio é um centro-avante útil, sensato, mas limitado tecnicamente. Pirulito pode compor uma boa zaga, talvez Miranda também o possa. Fingir que ambos estão prontos é coisa de babaca. Josué é uma das mais dramáticas empulhações já impostas ao nosso público, e vai acabar mal. Jogador violento, desleal, marca bem e passa obviamente, é tratado como marcador exímio, limpo e até como bom passador. Enquanto isso, desce o sarrafo em meio mundo, impunemente, e arrisca vinte passes de meio metro por jogo. Como tem mesmo algum recurso, às vezes acerta alguma coisa mais profunda. Umas duas, três por ano, no máximo. É o suficiente para os tecnólogos começarem a babação. Quando o São Paulo estiver bem, Josué vai enganar. Quando estiver mal, talvez engane emulando “raça”. Entrementes, em campo, bate cada vez mais. E vai acabar mal. Souza pode ser útil, principalmente quando não pretende ser gênio. E é outro que bate com vigor e ternura. A falta que ele fez ontem, no primeiro tempo, em Lúcio, se é na Argentina tem troco imediato. No Brasil, a turma se habituou a não revidar violência quando ela vem de jogador do São Paulo. No resto da América, ainda não estão sabendo que o São Paulo é moderno, organizado, tem planejamento, REFFIS e que, portanto, seus jogadores têm licença para matar (Lenílson é o próprio 007). Como não sabem, às vezes revidam. E pode ser que, um dia, revidem em Dagoberto viu, croniquinha?
Ah, mas não tem problema. Manda o Dagoberto pro REFFIS. Do jeito que a gente vê falarem da coisa, fica crente que lá eles curam até AIDS Galopante. Só não curam juiz que não lê Juquinha e, daí, não entende porque o São Paulo não pode perder. Ah, chileno safado. Como é que ele não viu pelo menos um pênalti ontem? Hein? Oftalmologia do REFFIS nele. Maldito fanático. Ele e esses caras que o escalaram. Todos uns palmeirenses fanáticos.
Escrito por Falavigna às 14h30
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Grêmio x São Paulo, pelas oitavas-de-final da Libertadores 2007 - Jogo de Volta
http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/
Data: 09/05/2007 - Hora: 21:45
Local: Estádio Olímpico Monumental, Porto Alegre, Capital, Azenha
O Grêmio já deveria ter saído do Morumbi com a vitória, mas bobeou e complicou-se seriamente. Um único gol do São Paulo, equipe cuja principal qualidade é o encaixe forte do contra-ataque, pode por tudo a perder. Isso tudo cheira a pênaltis, mas vou palpitar de maneira arriscada. Vocês sabem: para a vaga, estamos com o Grêmio, só que acho que ela sai durante o tempo normal mesmo. Estaria muito mais à vontade se os gaúchos não tivessem marcado passo na semana passada. Atenção para Amoroso e Dagoberto, atenção para ver se Tuta volta a si. E, croniquinha: se o São Paulo cair fora, lembrem-se: o Grêmio é Brasil na Libertadores, hein?
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Escrito por Falavigna às 10h01
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E deu o Cúcuta, de novo

Tudo bem, nós já sabíamos: o Cúcuta está nas quartas. E vou logo dizendo: vai às semifinais. Estamos falando desse time desde meados de março. E, ao que tudo indica, os colombianos não vão nos negar material.
Escrito por Falavigna às 10h00
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Sobre Meias, Volantes e Picaretagem
  
Ora, vamos pagar promessa. Já escrevi, no Comunique-se, o que penso sobre o tratamento pedante e picareta que nossa crônica (eu sei, para quem não está cadastrado é chato, porque não há como sequer ler), sobretudo a supostamente refinada, dá ao futebol. Vou aprofundar muito isto aqui. O geral, vai tomar mais tempo e ocupar mais espaço. O específico, nada custa que venha, às vezes, em exemplos salpicados ao longo do blog. A história de chamar meia de segundo volante é um desses exemplos clássicos, que são capazes de condensar e demonstrar toda uma filosofia. Vamos a ela, conforme o prometido na semana passada.
Tudo, é verdade, não passa de reflexo do deslumbramento pela tecnicidade, ou, melhor ainda, pelo jargão. Esse deslumbramento tem raízes que analisaremos com calma, mais tarde. Por enquanto, fiquemos nas folhinhas tenras da simples ignorância. É comum, desde o final dos anos 80 e início dos 90, nossa imprensa (e, por tabela, nossos treinadores, já que a relação de troca aqui é muito louca e rigorosamente invertida) se referir a um meia como "segundo volante". Mazinho, do Palmeiras, e Cerezo, no São Paulo, eram "segundos volantes". Isso porque tinham grandes responsabilidades de marcação no meio campo. Foda-se que se tratavam dos armadores mais clássicos de suas respectivas equipes. Como tinham que ocupar um espaço e lá executar tarefas defensivas, eram volantes. Segundos, mas volantes. Kléberson, em 2002, para muita gente foi segundo volante. O pior é que, hoje, se você pergunta ao treinador, ele responde segundo volante para definir qualquer meia-direita (ou meia-esquerda, conforme o caso). Porque há uma cultura sendo abolida. E, com ela, vão se abolindo termos, idéias, modos de se ver o mundo. E realidades inteiras são transformadas.
Eu convido os coleguinhas a irem ao arquivo. Tomemos a Gazeta Esportiva, por exemplo, de 62. As edições reunidas pelo meu pai, durante a Copa. Os senhores têm os arquivos propriamente ditos. Eu tenho boa vontade. Os comentários às atuações de Didi e Zito, posso lhes antecipar. Os interessados encontrarão o seguinte: elogios aos ímpetos ofensivos de Zito e encantamento para com a capacidade de marcação de... Didi. Isso mesmo. Que Didi era o armador, todo mundo sabia. Que, para assim ser chamado, ele não respondesse, sistematicamente, por marcar o adversário, é algo que nossos sábios de hoje teriam que lhe explicar. Que, nos dias de hoje, todos marquem mais, é coisa que qualquer retardado consegue perceber. Mas, se esse fosse o critério para simplesmente se passar a enxergar todo o jogo de um modo tão diferente que até os meias se transmutassem em volantes, então Rivaldo seria volante também. E, quem sabe, Zito fosse um "apoiador" avant la lettre. A necessidade de confundir corresponde ao desejo de se fazer respeitar.
Ora, mas isso não é importante. Sei. Conversa mole. É esse tipo de comportamento panaca que tornou nossa análise futebolística uma merda inextrincável, empolada, vazia, superficial e descolada da realidade. Esse é um dos motivos pelo quais, de 94 a 2002, a seleção saiu daqui debaixo de pau para voltar com três finais seguidas no currículo. Nossos comentaristas preocupam-se tanto em parecerem grandes tecnólogos que não têm mais tempo de aproveitar o jogo que existe: precisam inventar um que os torne mais palatáveis a si mesmos. Trata-se de um detalhe: ninguém mais usa o termo meia-direita quando há dezenas de meias-direitas executando tarefas muito mais parecidas com as de todos os meias-direitas de todos os tempos do que com as de quaisquer volantes de qualquer época. Sim, é só um detalhe, mas um detalhe que revela muita coisa. E que me dá engulho.
Escrito por Falavigna às 11h32
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Loteca Acumulada, Balanço dos Palpites, Diversos

A Loteca acumulou de novo, como era de se esperar finda a rodada. Fizemos 10 potinhos que só não são ridículos porque pegamos zebras lindas, fomos surpreendidos por outras mais belas ainda e porque, nós e o Botafogo, fomos prejudicados por um assistente doidão. Erramos o Guaratinguetá, mas essa era previsível. Duro era pegar o empate do CENE, por exemplo. Ou mesmo o do Remo. Os resultados da loteria estão no link http://www1.caixa.gov.br/loterias/loterias/loteca/loteca_resultado.asp. A programação, em http://www1.caixa.gov.br/loterias/loterias/loteca/loteca_programacao.asp.
Quanto aos meus palpites para os campeões regionais, vamos lá: acertei 04, errei 03 e ainda há um por vir. Mesmo que o acerte, a média será kfouriana, ou seja: muito fraquinha. Só me perdôo, e mesmo assim parcialmente, porque no caso do Botafogo a mão negra agiu ao cair das luzes. E porque peguei umas coisinhas difíceis: Paranavaí, Santos. Falta o resultado do Baiano. E não palpitei no Cearense, porque não vi nenhum jogo de nenhum time de lá. Além do mais, isso de meter o bedelho em tudo é coisa de babaca. E, por favor: não vou ficar só nos palpites, não. Não sou tão chato. Mas é que estamos nesse clima de decisão e coisa e tal. Em breve, hoje ainda, voltarei à carga com a boa e velha prática de me espantar com as idiossincrasias de nossa crônica esportiva. É que mexo com análise de informações, meu trabalho não é este e não tenho tempo de ver sequer os programas clássicos. Nem os da hora do almoço.
Escrito por Falavigna às 10h49
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Palpites do Concurso 263 - Ah, como coça esta mãozinha!
Jogo 1 – Flamengo x Botafogo - Dois Seco;
Jogo 2 – Cruzeiro x Atlético Mineiro - Triplo;
Jogo 3 – Santos x São Caetano - Um Seco;
Jogo 4 – Grêmio x Juventude - Um Seco;
Jogo 5 – Atlético Goianiense x Goiás - Triplo;
Jogo 6 – Tuna Luso x Remo - Dois Seco;
Jogo 7 – Jaguaré x Linhares - Meio e Dois;
Jogo 8 – Noroeste x Guaratinguetá - Um Seco;
Jogo 9 – Paranaibense x CENE - Dois Seco;
Jogo 10 – Suzano x Osasco - Meio e Dois;
Jogo 11 – Operário x Bonito - Um Seco;
Jogo 12 – Paraná x Paranavaí - Triplo;
Jogo 13 – Fortaleza x Icasa - Um e Meio;
Jogo 14 – Criciúma x Chapecoense - Um Seco.
R$ 108,00 é quanto custa este jogo. Se tiver com quem partilhar alegrias e tristezas, meta outro duplo em Noroeste e Guaratinguetá, mas lembre-se: é para ficar juntinho na saúde e na doença. Ah, mas e os desdobramentos? Ah, que preguiça...
Escrito por Falavigna às 12h57
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LOTECA - CONCURSO 263
http://www1.caixa.gov.br/loterias/loterias/loteca/loteca_programacao.asp
Data: De 05 a 06/05 - Hora: Diversos Horários
Local: Diversos Locais
Palpites aí em cima, safardanas. Esta fé custar-lhes-ia R$ 108,00.
Categoria: Evento
Escrito por Falavigna às 12h44
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Vou ter que falar de mim, de novo
    
O Cúcuta, ontem, encaçapou 5 no Toluca, que havia sido primeiro no grupo do... Boca Juniors. Bom, vão até o blog antigo, em "Pequena Nota sobre a Libertadores", de 16/03 à 11:03, e lembrem-se de mim com carinho. Ou com mais carinho ainda pelo post das 12:27 de 24/04/07, neste mesmo blog. E, do jeito que esse time joga, vai encher o saco de muita gente. Não tem picas a ver com o Once Caldas.
Escrito por Falavigna às 10h51
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Eis os Pequenos Palpites

Em Goiás, o campeão será o Goiás.
No Rio, será o Botafogo.
Em São Paulo, será o Santos. Estou delirando.
Em Minas, todos sabem: será o Atlético.
No Rio Grande, será o Grêmio.
Na Bahia, será o Vitória.
Em Santa Catarina, será o Criciúma.
No Paraná, o Paranavaí.
Só mudo estes palpites em caso de ocorrências excepcionais: por exemplo, uma contusão brava de algum atleta do Santos entre hoje e amanhã (esqueçam as de ontem).
Deve dar merda, isso tudo. Mas não existe comentário esportivo sério sem prognóstico, nem que o prognóstico tenha que ser feito meio que nas coxas (como este aqui).
Escrito por Falavigna às 14h05
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Todos os Grandes Palpites

Bobeei ontem em relação aos palpites. Não porque tenha errado o São Paulo, mas porque poderia ter dado palpites para os futuros classificados de todas as eliminatórias: Copa do Brasil e Libertadores. Agora, a coisa perde um pouco do sentido, mas só um pouco: vocês verão que muitos de meus palpites, depois de ontem, terão se tornado virtualmente inexeqüíveis. Isso mesmo: vou publicar os palpites agora, mantendo-os como eles seriam ontem, antes de alguns dos primeiros jogos. Percebam a lisura da coisa pelo diâmetro de certos nabos. Aí vai:
Libertadores
Santos x Caracas, vai dar Santos;
Colo-Colo x América, vai dar Colo-Colo (neste fodi-me com força);
Toluca x Cúcuta, vai dar Cúcuta;
Necaxa x Nacional, vai dar Nacional;
Flamengo x Defensor; vai dar Flamengo (craw em mim, de novo);
Grêmio x São Paulo, vai dar Grêmio;
Libertad x Paraná, vai dar Libertad;
Vélez x Boca Jrs, vai dar Boca.
Copa do Brasil
Ipatinga x Brasiliense, vai dar Ipatinga;
Atlético PR x Fluminense, vai dar Fluminense (acho que, aqui, talvez eu já me tenha fodido);
Náutico x Figueirense, vai dar Figueirense;
Botafogo x Atlético MG, vai dar Botafogo.
Vamos ver como fica isso. A seguir (e portanto acima), os palpites para os Regionais onde palpitar é algo que ainda guarda algum (ou muito) sentido. O Mineiro, por exemplo, já está decidido. Mas e o Carioca, requer ou não requer colhões? Nem tanto quanto o Paulista, mas ainda exige certo peso escrotal.
Escrito por Falavigna às 13h05
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São Paulo x Grêmio, pelas oitavas-de-final da Libertadores 2007 - Jogo de Ida
http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/
Data: 02/05/2007 - Hora: 21:45
Local: Estádio Cícero Pompeu de Toledo, São Paulo, Capital, Morumbi
O classificado deverá ser um Grêmio que não tem motivos, inclusive, para já não se dar bem aqui mesmo, hoje. Se o São Paulo classificar-se será uma surpresa? Acho que não, não é mesmo? Mas o Grêmio está melhor, faz a segunda partida em casa, tem um ataque bastante superior (Amoroso rides again) e não sofre com a síndrome da supervalorização à qual sempre se acha gostoso submeter o São Paulo, que, aliás, gosta da coisa e a usa com gosto. No bom sentido, claro. Grêmio é meu palpite, mesmo para o jogo de hoje.
Categoria: Evento
Escrito por Falavigna às 11h35
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11 miseráveis pontos

Porra, fizemos apenas 11 pontos. Vejamos. Erramos América x ABC (tínhamos América seco, o ABC goleou-nos), Rio Preto x Mirassol (tínhamos Rio Preto seco, deu empate) e Gurupi x Palmas (tínhamos Gurupi e empate, deu Palmas).
O primeiro erro foi uma mini-zebra. O América era favorito, foi melhor ao longo do campeonato e o ABC ficou no empate com o Potiguar, na semi-final. Tirou muita gente.
O segundo erro foi bobagem minha mesmo. Dava até para colocar empate seco, o famoso triplo de pobre. O caso é que o 0 x 0 classificava o Rio Preto em primeiro e o Mirassol em segundo. Cidades vizinhas. Marmelada. Comi bola.
O terceiro erro foi uma zebrassa e, seguramente, foi o principal responsável pelo acúmulo do prêmio principal. Estamos de consciência limpa quanto a este jogo.
O concurso 263 vem aí e vamos para cima dele. Com mais de R$ 115.000,00 acumulados, certamente vai oferecer uns trezentos e tantos mil. Espero, até lá, ter aprendido uma maneira melhor de mostrar os palpites.
Neste link, os resultados oficiais: http://www1.caixa.gov.br/loterias/loterias/loteca/loteca_resultado.asp.
Neste, a programação oficial: http://www1.caixa.gov.br/loterias/loterias/loteca/loteca_programacao.asp.
Escrito por Falavigna às 11h18
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