UOL
Free Image Hosting at www.ImageShack.us

QuickPost
Blog do Meu Saco - UOL Blog
Blog do Meu Saco
   



BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, CAMBUCI, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Livros, Livros, Livros
MSN - falavigna1@hotmail.com
   
Histórico
    Categorias
    Todas as mensagens
    Evento
    Outros sites
    Tenho uma coluna lá no C-se, no Literário, às quartas
    Outubro - O Diário da Fonte de Nei Duclós
    Blog do Fábio de Lima, o Contador de Histórias
    O Blog da Sinapse-Coruja
    [The Dude's Talk] Reloaded
    O Guaruçá
    Um Olhar Crônico Esportivo
    Observatório Verde
    Boteco Futebol
    Kintaro, Bar do Sumô

    Votação
    Dê uma nota para meu blog

     


    Prêmio André Falavigna - 2008

    É isso aí. Já expliquei o que é o Prêmio lá no Comunique-se. A crônica sai na quarta-feira e passa boa parte da quinta no Literário. Este espaço destina-se aos relatos que podem gerar indicações. Queremos pérolas como esta aqui:

    No início dos anos 80, meu pai comprou um sítio. A parentada toda ia bastante e tudo era muito divertido. Durante certo período, porém, uma tia do meu pai, muito assídua, passou a comportar-se de maneira meio inadequada. Parecia pensar que estava hospedada em algum hotel de luxo. O mulherio cozinhando, lavando louça, ajudando a pôr a mesa e ela lá, metida na fantasia de madame. A filha dela, que também ia sempre e mostrava-se disposta a participar de tudo, passava os maiores constrangimentos. A cada tentativa de socorrer os outros, a mãe a repreendia. Onde já se viu? Eram visita.

    Minha mãe azucrinava meu pai com essa história, porque afinal ela era tia dele. As dela, ajudavam. O Gordo foi se enfezando, proibiu aquele assunto em casa, brigou com a minha mãe. Mas sabia que, daquela vez pelo menos, ela estava certa. Só estava também, daquela vez como em todas, muito mais preocupada em permanecer irritada do que em debelar verdadeiramente os focos de irritação.

    Bom, meu pai agüentou tudo até o feriado mais próximo. Compensou. Dessa vez, a tal tia cometeu o aguardado erro grave: apareceu lá sem a filha, prima do meu pai. Pois ele esperou, com toda a calma de que era capaz, até a hora do almoço de qualquer dia (eram todos iguais, os dias e os almoços - ensolarados aqueles e nababescos estes) e, desinteressado, entre esforços para fatiar um pernil monumental, perguntou a tal tia porque a prima Fulana não havia vindo. A gorda senhora, bastante afetada, intercalou dois goles de Cuba Libre gemendo um “Ah, Joscar (contração curiosa de José com Oscar, muito utilizada por parte da família dele), ela estava muito, muito indisposta, a tadinha”.

    Foi então que o Gordo levantou o tronco, antes debruçado sobre a travessa gloriosa, limpou a testa com um pano e, entre uma e outra chupadela cafajeste nos dedos melados de gordura de porco, respondeu:

    _ Ah, tia, não se preocupa. O pior do verão está aí chegando e, com aquele calorão todo, o corrimento dela seca.

    Assim, de supetão. Não dava nem para rir. Ainda não havia Prêmio André Falavigna. Mas vale a menção honrosa, mesmo que póstuma.



    Escrito por Falavigna às 15h05

    [] [envie esta mensagem] []




    DESASTRE!

    Justo na estréia dos novos palpites, em que inclusive minhas chances tornaram-se melhores do que no sistema antigo, e catapimba! Fui massacrado! É como aquilo de estrear uniforme! Uma merda!

    Mas vamos melhorar! Que papelão! A culpa deve ser de alguém, só não descobri de quem ainda. A hora em que descobrir, vou banir o cara do blog. Me aguardem!



    Escrito por Falavigna às 10h01
    [] [envie esta mensagem] []




    Curtos e Nem Tão Secos da 33ª Rodada

    Ânimos serenados, voltemos a ousar. A próxima rodada anda com uma carinha bem melhor do que as anteriores. Mas acho difícil todo mundo confirmar o mando, de novo. Até porque o América joga em casa. Vejamos se funciona este novo método, agora incorporando a Esportiva à coisa. Conforme prometi, se bem que com grande atraso e suma vergonha, aprendi uma maneira (primária pa-ra ca-ra-lho) de meter imagens nesta porra. Depois, vou melhorando. Sou DBA, não Web Designer (é assim que se escreve o nome dessa viadagem?).

    Sim, essa nova modalidade de apostas muito me favorece, porque teremos duplos e triplos. Na semana que vem, vou dar um jeito de separar o que é palpite seco, para medir meu tirocínio, e o que é palpite de Loteca, para medir o quanto sou malandrinho.

    Espero poder escrever mais hoje. Se não der, beijunda para os senhores todos. E até segunda. Ou não.



    Escrito por Falavigna às 10h28
    [] [envie esta mensagem] []




    Tem coisas... Que só o LANCENET! faz por você!

    Sim, eles vão corrigir. Mas tenho certeza de que vai demorar. E é a cara dos veículos LANCE!. Assuntos "estra-campo"? O troço é tão feio que nem nos sobram trocadilhos.

    A aberração estava em http://www.lancenet.com.br/clubes/PAL/, mas esse link é dinâmico.

    Ainda assim, quem correr talvez tenha chance de rir.

    Ah, meu Deus, e pensar que é esse o pessoal que aparece na TV, estufa o peito e diz coisas desse tipo: "As propostas das equipes se revelam claramente pelo desenho tático, cujo modelo nos lembra muito essa nova tendência de se priorizar a marcação da saída de bola". E se querem sérios, esses caras.

    Ainda morro disso.



    Escrito por Falavigna às 16h56
    [] [envie esta mensagem] []




    Washington

    Que eu me lembre (posso estar enganado), ele já um senhor. O que não quer dizer que não possa ainda jogar futebol em alto nível por mais um ou dois anos.

    O que eu sei é que se há algum time, no Brasil, que precisa de um centro-avante poderoso e que perca poucos gols, esse é o Palmeiras. A não ser que Rodrigão realmente vingue.

    Pode ser que vingue, ora bolas. Mas é dúvida, não é mesmo? Washington é certeza. Com esse, é caixa.



    Escrito por Falavigna às 16h13
    [] [envie esta mensagem] []




    Só para desopilar

    É, hoje não vai dar pra escrever nada. Só passei aqui para registrar a pergunta que não quer calar:

    Será que já podemos considerar o Palmeiras totalmente livre do risco de rebaixamento?

    Hein?



    Escrito por Falavigna às 17h27
    [] [envie esta mensagem] []




    Curtos e Secos da 32ª Rodada

    Bom, macacada, acho que devemos ir com mais humildade ao pote. Não fomos mal na semana passada, mas pecamos pelo excesso de vigor. Pianinho desta vez:

    Palmeiras x Paraná, Palmeiras;

    Goiás x Fluminense, empate;

    Botafogo x Sport, Botafogo;

    Figueirense x Santos, Santos;

    Náutico x Corinthians, empate;

    Atlético Mineiro x Vasco, Atlético;

    São Paulo x Cruzeiro, Cruzeiro (eu sei, deve dar São Paulo, mas me deixem curtir o risco);

    Atlético Paranaense x América, Atlético;

    Internacional x Juventude, Internacional;

    Flamengo x Grêmio, Flamengo.

    Acho uma rodada mais fácil, mas ninguém poderá dizer que estou sentando nas fichas.

    Beijunda para todos. Sábado, vou ver Tropa de Elite. Vamos ver no que dá.



    Escrito por Falavigna às 12h25
    [] [envie esta mensagem] []




    Que coisa, hein?

    A goleada de ontem foi perfeitamente natural - no mínimo tanto quanto teria sido uma vitória apertada. O Equador não é um time amador, e é o tipo de equipe que vem para cá todinha fechada e disposta a arriscar alguma coisa muito pontualmente. Esse tipo de jogo sempre proporciona riscos de complicação. Nessas ocasiões a obrigação do Brasil é vencer, e só. O que vier a maior é sempre bônus. Ontem tivemos esse bônus. Uma beleza. O lance de Robinho foi uma daquelas coisas que faz a gente saltar na cadeira. O gol de Cacá foi belíssimo. Houve outras coisas para animar.

    Ainda tenho a impressão de que, mais freqüentemente do que seria razoável, os jogadores da frente aparecem sozinhos, com o pessoal que vem de trás demorando muito para chegar. Com o tempo, isso deve ser corrigido.

    Há muito o que se falar sobre o jogo de ontem. Love foi bem. Kaká, mesmo mal, aparecia o tempo todo, se apresentava. Acabou premiado por aquele gol lindo. Foi mais uma daquelas provas de que se pode tolerar o craque mesmo quando ele não está bem. Robinho, mesmo participando pouco do jogo, começou a jogada do primeiro gol e, no final, fez o que fez e que todo o mundo viu. A seleção talvez tenha chegado tarde demais para Mineiro. A dupla de zaga é ótima. E parece que resolvemos o problema da lateral-direita.

    Mas isso tudo não é nada perto do que é o fogo do Maracanã aceso, os rojões pipocando em São Paulo, a turma gritando gol com gosto na rua. Estou falando do que sei. Imaginem no resto do país.

    Há poucos meses, quando o Brasil vencia a Copa América, havia quem vaticinasse que a identificação do povo (Ah, o Povo) com esta seleção era impossível, que estava morta na concepção. Há quem ainda tenha caído nessa e enviado colunas altamente deletérias acerca desse assunto para as publicações de hoje, sem saber o que veria ontem, e que agora só não está passando muita vergonha porque é burro demais para perceber o que está ali lhe cercando, por todos os lados.

    Até quando, meu Deus?



    Escrito por Falavigna às 10h10
    [] [envie esta mensagem] []




    Começou de novo

    Pessoalmente, o que sequer vem ao caso, Dunga, para mim, tem algumas qualidades e alguns defeitos. Não parece, nem de longe, ser mau-caráter. Também não parece muito sagaz. E daí? Isso não quer dizer asbolutamente nada no que diz respeito ao trabalho dele, onde quer que seja.

    Até aqui, o trabalho de Dunga na seleção tem sido bom: sem tempo para treinar, muitas vezes alijado de seus melhores recursos pelos mais variados motivos, brutalmente pressionado e enfrentando adversários cujas condições de trabalho têm sido sempre melhores, venceu uma competição importante batendo com brilho um adversário fortíssimo. Não é pouco.

    Por outro lado, tenho diversas restrições às opções de Dunga. Isso é perfeitamente natural. O que não é natural é o Brasil estrear na eliminatórias da Copa do Mundo, na Colômbia, na altitude, com um titular importante machucado, realizar a enésima partida modorrenta que já se realizou em cenários parecidos e, às vésperas de estrear em casa, a gente ler coisas assim:

    "A atuação desastrosa na estréia", no papo entre Benja e Rivelino.

    Há ainda a coluna de Marília Ruiz, "Do que ele gosta?", uma das coisas mais fora de lugar que vi em toda a minha vida. Até a filha de Dunga entra na roda, outra vez.

    E previsões sombrias de Juca Kfouri. E o "Péssimo Futebol em Bogotá", no blog do PVC. E colunas e textos e comentários no rádio, na televisão, na internet. E tudo dando conta da grande porcaria nojenta que é Dunga, do quanto sua filha desenha mal, de quanto ele é amador, de quanto ele é burro, feio, chato e bobo.

    Depois, vão pedir civilidade nas coletivas, ponderação nas respostas, cafunés e, se deixarem, a bundinha também.

    Antigamente, punham a gente num estado tal que torcer pela seleção era uma demonstração de coragem, de caráter, de visão de fé. Mas esperavam a Copa, pelo menos.

    Pelo menos.


     



    Escrito por Falavigna às 16h48
    [] [envie esta mensagem] []




    E, tirantes as comemorações...

    Se vou torcer para o Corinthians cair? Lógico que sim. Não lhe diminuirá em nada o tamanho e ainda me permitirá ombrear essa raça numa ou noutra discussão em que (ainda) eles se acreditam em condições de sustentar.

    Depois, no ano seguinte, eles voltam. Já disse e repito mil vezes: a melhor coisa para o futebol paulista é que Palmeiras e Corinthians consolidem-se fortes e absolutos, com o resto coadjuvando.



    Escrito por Falavigna às 12h59
    [] [envie esta mensagem] []




    Feriado Nacional

    Vocês sabem muito bem que sou palmeirense. Alguns não sabem o quanto. Isso vai ficar para depois.

    Quem tem no futebol a melhor fonte de diversão sabe que, muitas vezes, quase se pode tocar numa espécie de mundo à parte dentro do qual há que se movimentar, tomar decisões, agir. É a coisa mais próxima de um Universo Paralelo que se pode conceber. Muito mais próxima do que o mais sofisticado RPG.

    Neste nosso Mundo, 13 de outubro é feriado. Vocês sabem o porquê. Quem não sabe, não pertence a este Mundo, pouco importando para que time torça.

    Naquela noite, eu tinha apenas 02 anos. Não posso, portanto, me lembrar de nada. Mas sei que meu pai, palmeirense apopléctico, pôs meus irmãos de 09 e 04 anos para rezarem pela boa sorte das Armas de Corinthians contra as de Ponte Preta. Fez isso porque já não podia admitir como divertido o sofrimento de tanta gente sem a qual, afinal de contas, o Palmeiras não faria o menor sentido.

    Sim, o Corinthians é o Time do Povo. A despeito de essa não ser, ao contrário do que nossa intelectualidade imagina, a única (ou mesmo a melhor) qualidade possível numa entidade de qualquer natureza, ela ainda é uma qualidade e tanto. E o Povo, afinal de contas, não deveria sofrer tanto e por tanto tempo. A conta certa, 21 anos (recuso-me a incluir 54 e 77, anos em que o clube, ora bolas, foi campeão), já parecia certa além da conta. Tinha que acabar. Acabou. Deus seja louvado.

    Sim, Deus, porque uma característica deste nosso Mundo é, sem dúvida, essa: o Deus é o mesmo. Como entre Nárnia e a Terra. A idéia não é minha. Vão reclamar com o C.S. Lewis.

    Sei bem medir a dor de um jejum. Sei bem o prazer de acabar com um deles. Sei bem o valor que uma coisa dessas tem quando envolve um desses grandes assuntos da vida, como o é o Corinthians.

    Feliz 13 de outubro para todos vocês.

     



    Escrito por Falavigna às 12h49
    [] [envie esta mensagem] []




    Curtos e Secos da 31ª Rodada

    Macacada, é isso aí. Ontem, o São Paulo perdeu de novo. Jogou melhor, perdeu uma porção de gols e foi castigado pelo único chute a gol do adversário no jogo todo. O Palmeiras passou por isso quase que o ano inteiro. Estava mais do que na hora de acontecer com mais alguém. Que seja o São Paulo, que só precisa de mais um empurrãozinho para voltar ao mundo dos meros mortais, lugar um tanto mais adequado a esse time em que Leandro é peça fundamental. Não vai adiantar nada mesmo, já que o clube levará, de qualquer jeito e com justiça, seu 5º Campeonato Brasileiro. Mas ajudará a todos a entrar em 2008 com uma visão minimamente menos porca da realidade.

    Sport x Figueirense, Sport;

    Cruzeiro x Náutico, empate;

    Juventude x Atlético Paranaense, Atlético;

    Fluminense x São Paulo, Fluminense;

    Corinthians x Internacional, Internacional;

    Paraná x Flamengo, empate;

    América x Atlético, Atlético;

    Santos x Palmeiras, Palmeiras;

    Grêmio x Goiás, Grêmio;

    Vasco x Botafogo, Botafogo.

    É, de longe, a mais corajosa aposta que já fiz neste campeonato. O que tem de coluna dois é brincadeira. Vamos ver no que dá. Vamos ver no que dá.



    Escrito por Falavigna às 09h17
    [] [envie esta mensagem] []




    Coisas que me deixam louco

    É totalmente indiscutível: a torcida do São Paulo, nos últimos 20 anos, cresceu uma barbaridade. Isso é uma coisa. O time ganhou mais do que os outros, o que ajuda, mas não garante nada: a torcida do Santos, cujo período de hegemonia foi muitíssimo mais intenso, jamais chegou perto das de Palmeiras e Corinthians. A do São Paulo, que em determinado momento pode ter saído até mesmo de trás da do Santos, há muitos anos ombreia com a do Palmeiras. O que ocorre é que o São Paulo explora, como ninguém jamais passou perto de explorar, as possibilidades de marketing que se ofereceram e oferecem ao longo desse período. Nada demais, até aí. A coisa começa a desandar quando há gente prestando, por puro automatismo ou alinhamento ideológico, apoio ao projeto de popularidade são-paulino. Há quem que caia nessa sem notar. Há quem saiba muito bem o que está fazendo. Não sei qual é o caso agora, sinceramente. Mas vejam, aqui, o que saiu hoje no Blog de Juca Kfouri, sob o título "Torcida Jovem", assinado pelo diretor do Datafolha, Mauro Paulino.

    Este blog não permite posts muito longos, por isso não vou reproduzir a coisa toda. Quem quiser lê-la, o link está aí. Bastam-me estes dois trechos, em vermelho, interrompidos por mim, em preto:

    "Em 1993, quando o Datafolha fez a primeira de sua série de pesquisas sobre as predileções clubísticas dos brasileiros, o Flamengo ocupava a primeira colocação com 17% das menções, enquanto o Corinthians era citado por 10% dos que tinham mais de 16 anos de idade.

    No levantamento mais recente, feito em agosto deste ano, o Flamengo continua com os mesmos 17% e o Corinthians varia apenas dentro da margem de erro estatística chegando a 12%".

    O Corinthians variou positivamente em 2%, dentro da margem de erro que, portanto, é igual ou maior a 2%. Mais adiante, a gente lê, pela enésima ocasião, desta vez sob a forma não de profecia ou de afirmação quanto ao presente, mas de previsão cientificamente fundamentada, a velha ladainha sobre a inevitável ultrapassagem, em tamanho, da torcida do Palmeiras pela do São Paulo. A coisa sempre aparece sob uma dessas três formas: afirmação, profecia ou previsão metereológica. Começou só com o Palmeiras, mas há mais de dez anos há quem se atreva em ir testando a alquimia contra o Corinthians. Vamos lá:

    "Até aqui, São Paulo e Palmeiras permanecem empatados em 8% na terceira colocação do ranking de torcidas em todo o Brasil.

    Mas o São Paulo leva vantagem entre os jovens (11% a 9%) enquanto o Palmeiras fica à frente entre os que têm mais de 60 anos (8% a 3%)".

    A diferença entre as torcidas de Palmeiras e São Paulo, neste segmento tenro e sapeca, é de 2% a favor do São Paulo. Parece-me que a chance de estar, ela também, dentro da margem de erro, é bastante significativa. Pode ser que não esteja, porque nada obriga que dois segmentos diferentes de um mesmo universo possuam a mesma margem de erro dentro da mesma metodologia. Só acho duro de engolir uma margem de erro inferior a 2% num troço desse naipe. Em todo o caso, Paulino convenientemente esquece-se de explicar justamente isso.

    Quando 2% se prestam a desfazer a fantasia de que a torcida são-paulina aproxima-se da corinthiana, saca-se a margem de erro.

    Quando 2% se prestam a alimentar a fantasia de que a torcida são-paulina, inevitavelmente, tornar-se-á maior que a palmeirense, eles são, no mínimo, um bom agouro.

    O pior não é isso. O pior é que se afirma, a rodo e há anos, que a torcida do São Paulo é maior que a do Palmeiras. Desde antes de a pesquisa de 93.

    Em 1989, após o título paulista do São Paulo contra o São José, pela primeira vez na vida ouvi essa conversa: foi José Silvério, o maior narrador da história do rádio brasileiro, dizendo que a torcida do São Paulo, na opinião dele, já era a 2ª maior do estado. De lá para cá, perdi a conta de quantas vezes ouvi isso, sempre de jornalistas moradores da capital que se apoiavam única e exclusivamente no que viam em torno de si, nas relações dos filhotes com os coleguinhas da escolinha.

    Já se passaram quase 20 anos e, até hoje, mesmo depois de todas as conquistas do São Paulo, de toda a simpatia que a imprensa empresta ao clube, graças ao congraçamento da visão de mundo que vigora entre essas forças do Progresso e da Pureza que são Crônica Esportiva e São Paulo Futebol Clube, de todas as tão elogiadas ações de marketing promovidas pela gente especializada do tricolor paulista, das inumeráveis matérias exultantes que foram veiculadas, nessas duas décadas, acerca das mais insossas banalidades que cercam o time do Morumbi, das reportagens sem fim que davam conta de torcedores de Palmeiras, Santos e Corinthians torcendo pelo máximo representante do Bem, do Belo e do Justo, que é o São Paulo, das matérias sobre o Reffis, sobre a boa pinta de Raí, Leonardo, Caio e Cacá, em oposição à feiúra de seus adversários malvados, e ninguém conseguiu fazer com que a torcida do São Paulo ficasse, finalmente, maior que a do Palmeiras, coisa que se insiste em afirmar que ainda se realizará mesmo tendo se insistido, à revelia da realidade e há mais de quinze anos, em tratá-la como consumada para a eternidade.

    Essa turma esperou quase quinze anos para comemorar o acerto de suas previsões irrefutáveis, e nada mudou. E não há por aí um puto para dizer: “É, não é bem como a gente imaginava”.

    Nesse meio tempo, o São Paulo ganhou tudo o que o Palmeiras ganhou e mais um pouco, além de não ter sido rebaixado. E a coisa continua idêntica. E nem um puto aparece aí e diz: “Hi, acho que não é como a gente pensava”.

    Não. Só o que fazem é tentar mudar o mundo, à força de mantras meio que, como direi? Analfabetões.

    Pelo contrário. Podem apostar: agora é que farão mais forte o coro de que a torcida do São Paulo, além de moralmente superior, é muito maior que a do Palmeiras, simplesmente porque sim e pronto. Esses números é que são uns reacionários, atrasados. Precisavam ser mais modernos e profissionais, de mais planejamento e aminoácidos e Reffis e coisa e tal.

    E preparem-se, hein? Não dou nem cinco anos, e a torcida do Corinthians também já terá se convertido à modernidade. Quem viver, verá.



    Escrito por Falavigna às 13h30

    [] [envie esta mensagem] []




    Só o Corinthians mesmo

    A gente fica até sem saber por onde começar... Creio eu que, antes de mais nada, cabe aqui um mea culpa. Na sexta, li no LANCE! que a torcida do Corinthians se organizava para lotar o último treino com 05 mil torcedores. No sábado, início da tarde, soube que a promessa, de algum modo, havia sido cumprida. Já deveria ter tido a bondade, ali mesmo, de correr até o blog e mudar meu palpite. Não o fiz porque meu palpite continuara o mesmo. Comi bola. Deveria ter mudado. Por vários motivos. O estalo da torcida foi só a gota d'água. Explico-me. Aos motivos vários.

    O primeiro deles é velho conhecido de quem lê este blog: os times brasileiros, hoje, são muito um a cara do outro e, tirante o América, que é muito ruim, resta-nos uma porção de mais ou menos por aí. Alguns, como Palmeiras, Fluminense e São Paulo, contam com um jogador muito acima da média (Valdívia, Thiago Neves e Dagoberto); outro, como o São Paulo e só, conta também com muito mais conjunto e confiança do que os outros. Em algum momento deste campeonato o São Paulo pôde transformar essa pequena vantagem numa vantagem intransponível, mas isso se deveu muitíssimo mais a um conjunto especialíssimo de contingências do que à suposta diferença significativa entre o líder e seus concorrentes.

    Por exemplo: o Botafogo foi vítima das maiores sandices que a arbitragem já impôs a qualquer time desde a instituição dos pontos corridos. Vivo reclamando de gente que joga nas costas da arbitragem o peso dos próprios equívocos de avaliação, mas neste caso vou ter que correr o risco de parecer medir o rabo dos outros pelo meu. É um risco. Só que tenho certeza de que, se for para argumentar, não me darei mal. Para piorar, a equipe perdeu o rumo porque sucumbiu à pressão. Pressão que é exercida, em menor grau e menos freqüentemente, mas exercida, sobre o próprio São Paulo. E Muricy, ora vejam só, continua lá, firme e forte.

    Outras coisas aconteceram. O Santos foi instável além do que seria aceitável para uma equipe de Luxemburgo. O Grêmio acordou tarde. O Palmeiras falhou na hora chave. Enquanto isso, o São Paulo foi estável, esteve acordado e confirmou sempre que esteve para decidir. E seus adversários têm ainda que agradecer aos Céus o fato de Dagoberto não ter rendido tudo o que pode e vai render. Os dois últimos resultados do São Paulo foram normalíssimos. Anormal é a diferença de 11 pontos a oito rodadas do final. Deveriam ser uns 04, mas o São Paulo superou-se. Isso mesmo. O Corinthians se superou ontem? Sem dúvida.

    Mas menos do que o São Paulo ao longo do campeonato inteiro. A derrota de ontem foi infinitamente menos surpreendente do que a disparada obtida antes. O São Paulo vem agora de duas derrotas seguidas. E daí? Pode perder mais umas quatro. Quem sabe, assim, daqui a vinte anos, quando olharmos a tábua de classificação final do quinto título tricolor, tenhamos uma idéia mais próxima do que foi o campeonato brasileiro de 2007. Ou, pelo menos, do que era para ter sido.



    Escrito por Falavigna às 09h55

    [] [envie esta mensagem] []




    Curtos e secos para a 30ª Rodada

    Faltou-nos alguma ousadia na última rodada, mas fomos bem. Sobretudo por conta de alguns palpites mais arriscados que, no final das contas, vingaram. Para este final de semana, aposto no seguinte:

    Botafogo x Santos, Santos;

    Náutico x Juventude, Náutico;

    Palmeiras x Grêmio, Palmeiras;

    Atletico Paranaense x Vasco, Atlético;

    Internacional x América, Inter;

    Atlético Mineiro x Sport, Atlético;

    São Paulo x Corinthians, São Paulo. Mas, se não der São Paulo, o Corinthians não cai nem pelo caralho.

    Figueirense x Paraná, empate;

    Flamengo x Fluminense, empate;

    Goiás x Cruzeiro, Cruzeiro.

    E é isso. Vamos ver no que dá. Até segunda.



    Escrito por Falavigna às 16h50
    [] [envie esta mensagem] []




    Sobre os pontos corridos

    O São Paulo disparou no campeonato. E daí? Ah, o campeonato perdeu a graça, não há aquele clima de decisão. Conversa. Como o São Paulo disparou, houve menos momentos de grande expectativa, é verdade. Mas também ocorreram momentos de tensão típica das grandes decisões, como em Botafogo x São Paulo e São Paulo x Santos. Ora, mas se o campeonato possuísse uma fase eliminatória, teríamos muitos outros episódios assim. É verdade. E teríamos, também, um campeonato potencialmente injusto. Ademais, um time abrir essa vantagem é um exemplo clássico de exceção, não de regra. Atirar contra o campeonato por pontos corridos é atirar contra a garantia de justiça em nome da garantia de emoção. Troca estúpida, porque normalmente um campeonato de pontos corridos pode ser terrivelmente emocionante. A exceção é um preço baixo a se pagar pelo prazer de se acompanhar uma disputa tão justa quanto possível.

    E os regionais, a Libertadores, a Copa do Brasil, todos esses torneios estão aí e nos garantem aquela variante das eliminatórias, da prova de fogo do duelo puro e simples.

    Por que insistir em só se gozar de um tipo de emoção?

    Por mais que eu pense, não vejo nada além de infantilidade na raiz de uma visão assim da vida. É mesmo coisa de criança excitada essa mania de querer tudo sempre no extremo e de um jeito só. Haja saco.



    Escrito por Falavigna às 09h29
    [] [envie esta mensagem] []




    Mais Lamúrias e os curtos e secos para a 29ª Rodada

    A coisa continua quase insustentável e não tenho podido escrever. Vocês vão ter que aturar essa situação até a semana que vem, penso. Mas vamos lá. Palpites para hoje à noite. E para amanhã também.

    Sport x Goiás, Sport;

    Palmeiras x Náutico, Palmeiras;

    Grêmio x Atlético Mineiro, Grêmio;

    Vasco x Juventude, Vasco;

    Atlético Paranaense x Botafogo, Atlético;

    Cruzeiro x Santos, Cruzeiro;

    Fluminense x Corinthians, Fluminense;

    Flamengo x São Paulo, Flamengo (uma hora o já campeão deverá perder, não é possível);

    Figueirense x Internacional, empate;

    América x Paraná, América.

    E vamos em frente. Mais, por enquanto não posso. Até.



    Escrito por Falavigna às 10h32
    [] [envie esta mensagem] []


    [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]