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Blog do Meu Saco - UOL Blog
Blog do Meu Saco
   



BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, CAMBUCI, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Livros, Livros, Livros
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    Novo Endereço

    Macacada, este Saco não mais dá plantão no UOL. Mudamos para o Wordpress. O novo endereço é blogdomeusaco.wordpress.com.

    Até lá.



    Escrito por Falavigna às 09h55
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    Com a graça de um rinoceronte, com a leveza de um hipópotamo...

    Passando mal 

    Uma graça, esse Marcelo Damato. Acompanhem aqui. Vejam quanto - como direi? - espírito:

    O primeiro milagre de são Luiz Gonzaga

    por Marcelo Damato

    Aquele que foi coroado o Messias alviverde, no seu primeiro dia de governo, perpetrou o seu primeiro milagre no Parque Antarctica.

    Lenny, que não marcava um gol havia quase 700 dias, desencantou sob os olhares de Luiz Gonzaga Belluzzo, e comemorou sob a forte chuva. Parecia que até Deus ficou emocionado com esse milagre. E o Palmeiras, mesmo com um time misto, goleou o Marília por 3 a 0.

    Mas como no futebol não há milagre que seja puramente santo, tão logo Lenny estufou as redes, surgiu uma tempestade elétrica vinda dos céus que derrubou a minha Net, a minha banda larga, por infinitas horas, até estas 3h da manhã.

    E não pude ver, apenas ouvir, o final da partida.

    Mas Belluzzo precisa se acautelar. São Luiz Gonzaga, o Patrono da Juventude, foi tão santo quanto efêmero. Morreu aos 23 anos, infectado por um moribundo a quem carregou nas costas. 

    OK, Damato estava louco para fazer a piada - e, com ela, manter certo tom em relação a certos assuntos. Só que, se a exemplo de muitos de seus leitores que se manifestaram em seu blog, alguém mais susceptível resolver interpretar a última frase do texto, não vai precisar se esforçar para notar que, em outras palavras, Damato chamou a Sociedade Esportiva Palmeiras de "moribundo infecto". Sem querer ou não, querendo atingir Luxemburgo ou não, é impossível não admitir o clube no rol de possibilidades oferecidas pelo texto. Não me venham com rodeios, por favor. Metáforas são para isso mesmo.

    Quem, por amor à literalidade - ou à pollianice -  quiser se arriscar a dizer que Damato não disse que o Palmeiras é tal qual um "moribundo infecto" - seja lá o que isso signifique para esse sujeito - deverá sustentar que o doce jornalista talvez acredite, com toda a força de seu coração fofo, que Beluzzo é mesmo o jesuíta São Luiz Gonzaga, capaz de operar milagres como o de aturar, com celestial serenidade, gente que escreve "moribundo infecto" e ainda acha que está sendo sutil.

    Depois, essa turminha ponderada, que vive das letras e de suas nuances, vem e nos pede respeito e educação.

    Que gracinha, né?



    Escrito por Falavigna às 15h52
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    Nota sobre o "Um Olhar Crônico Esportivo"

    Jóia

    Caríssimos, acabo de reparar que a única fonte séria de informações e análises acerca da vida financeira, do marketing e dos balanços dos clubes brasileiros mudou de endereço.

    Quando você quiser entender como nossos times de coração geram receitas e como as gastam, quando você quiser realmente compreender as complexas questões envolvendo patrocínios, merchandising e as diferenças entre pontos estruturais e acidentais nos motores que fazem girar o futebol brasileiro e mesmo mundial, não faça como a croniquinha. Não se deixe encantar pela bela sonoridade das palavras de ordem do dia.

    Vá ao site de Emerson Gonçalves, aproveite aquele monte de informações colhidas no mundo real, dialogue com quem prefere saber do que fingir que sabe e, assim, poupe-se de passar vergonha tentando transformar um mundo que ainda sequer foi compreendido. O assunto é chato, árido e, para alguns, sua tratativa séria pode parecer ilustrar nada além dos efeitos mais imediatos da escolha, que já vem de longe, por um caminho errado na maneira de se tratar as coisas do coração - visão com a qual, em parte, concordo.

    Mas, até para sustentar essa opinião, é fundamental entender do que se está falando. Um exemplo, aqui.

    O link, aí embaixo, à esquerda, já está atualizado.



    Escrito por Falavigna às 12h51
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    Aos Recalcitrantes

    PVC resolveu assumir a vergonha toda para si. Insiste no regulamento, e patati, e patatá.

    O articulista insiste em evitar os argumentos - na realidade, meros chamamentos à realidade - daqueles que denunciam a falsificação da História promovida por esse movimento literalmente revisionista que o apanhou para inocente útil - menos inocente e mais útil, verdade seja dita.

    Apega-se ao amuleto do "regulamento" e ignora fontes diretas - testemunhas, documentação, confissões mesmo - fingindo que somos todos, inclusive ele, umas pollianas bobocas. Agarra-se ao mantra do "regulamento" - mais precisamente, na terminologia eufemística então empregada naquela peça - em detrimento de provas materiais, confessionais (não é demais insistir) e muito bem documentadas.

    É o cúmulo da infantilidade. Talvez, diante do recurso do exagero, Coelho caia em si: todos os réus de Nuremberg deveriam ter sido absolvidos. Os regulamentos nazistas jamais falaram em extermínio; portanto, seguindo o método coelhístico, todos aqueles senhores estiveram livres para dispensar testemunhos, filmes, fotografias e, in extremis, até mesmo os próprio olhos e ouvidos, desde que estes desmentissem os regulamentos vigentes. O pessoal estava só acreditando que, se o regulamento não usou a palavra genocídio, aquilo tudo tratava-se apenas de "Libertar pelo Trabalho".

    Vamos todos nos fiar nos regulamentos, mesmo que o próposito deles sequer seja atender à realidade cotidiana mais direta, mas antes estabelecer princípios. Por exemplo: nossa Constituição diz que, no Brasil, todos têm direito a um atendimento de saúde digno, e que o Estado tem o dever de fornecer os meios de obtê-lo a quem não o puder fazer de moto próprio. Como todos podem perceber, o regulamento e os fatos, uma vez mais, coincidem à perfeição - e isso segundo o raciocínio de Coelho, não o das pessoas normais e capazes de distinguir entre declarações de princípio e determinações objetivas, entre não dizer uma palavra desagradável e simplesmente deixar de fazer algo desagradável que a tal palavra nomeie.

    O regulamento do Campeonato Brasileiro de 1998 nada dizia sobre rejeitar equipes rebaixadas pelo regulamento de 1997 - pelo contrário, ampliou os participantes de modo a abrigar os atingidos pelo regulamento anterior. Por qual razão o regulamento de 98 deveria ser menos digno do credo PVCzístico do que o de 97? A rigor, por nenhuma. Portanto, tricolores cariocas, animem-se: Paulo Vinícius Coelho está disposto a dizer que o Fluminense jamais beneficiou-se de nenhuma virada-de-mesa, afinal não viu regulamento nenhum falando em virada nenhuma.

    Parece brincadeira, mas o pobre acredita achar uma solução para o imbróglio em que se meteu - por preguiça e servilismo, aliás - apontando o número de rebaixados na ocasião como absurdo - dez, se não me engano - o que serviria de evidência de que não houve descenso. Isso equivale a dizer que não houve acesso de dezenas de equipes em 2000, na João Havelange, mesmo sabendo-se que uma equipe oriunda da Série Ômega Stardust quase foi campeã. Se isso não for acesso, não sei mais o que possa ser. Acesso é ser alçado a postulante a título no período subseqüente ao que se ascende. Descenso é ser alijado da possibilidade de tal postulação naquele mesmo período, e aquele que dele padece é obrigado a disputar o acesso no mesmo intervalo. Se quiserem, chamem isso de caleidoscópio ou rabanada - o São Paulo foi, sei lá, caleidoscopizado ou enrabanado em 1990. Que diferença faz?

    Alguém precisa de um desenho? 

    E outra: o próximo que disser algo como "se foi rebaixado, como foi campeão no ano seguinte?" ganha um "Meu Primeiro Laboratório Químico" e pode partir para a auto-suficiência em estupefacientes coloridos. O camarada que sai-me com uma enormidade dessas não percebe que, na mesma hora, está dizendo que o Fluminense jamais foi rebaixado sempre que virou a mesa e, portanto, habilitou-se para a disputa do ano subseqüente ao que foi... rebaixado, porca miséria!!! Se o Fluminense tivesse vencido o campeonato de 1998, teria removido do mundo dos fatos o rebaixamento de 1997? Hein?

    Hein?

    É por essas e outras que isto aqui é o "Blog do Meu Saco". Porque haja, meu Deus do Céu!

    Haja, viu?



    Escrito por Falavigna às 18h10
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    Respirando fundo antes, não se precisa mentir depois

    Caríssimos, demorei para voltar. E, para piorar, o farei lançando mão de grossa picaretagem. Aproveitar-me-ei do suor alheio. O caso é que o site da revista "Época" está abordando um assunto que, aqui, foi motivo de polêmica há alguns meses - o rebaixamento do São Paulo no Paulistão de 1990. Será que vocês se lembram? Foram dois posts. Um versava sobre o comportamento de Birner e chamava-se "Sobre Assessorias Informais". Nele, eu dizia que

    "Exemplo definitivo: hoje, Vitor Birner é incapaz de reconhecer, como já reconheceu um dia, que o São Paulo foi rebaixado em 1990; alega que, se é assim, dez equipes foram rebaixadas, como se a estranheza do fato fosse capaz de lhe privar da veracidade. Sim, aconteceu, inclusive porque havia equipes que, por conta da situação que viviam em 1990, em 1991 não disputariam o título mas que, anda assim, tiveram possibilidade de acessar as semifinais  de 1991 - caso daquelas que não haviam ascendido em, ora vejam só, 1990. O que equivale a dizer que diversas equipes foram promovidas somente para que uma não descesse. O nome disso é virada de mesa, e a diretoria do São Paulo, na época, jamais teve problemas para admitir que a tentaria - como de fato a tentou e obteve."

    Alguns leitores do blog, são-paulinos, reclamaram da citação ao caso "rebaixamento" apoiando-se num artigo de PVC que, baseado na leitura do regulamento daquele torneio (que dizia não ser previsto rebaixamento para aquele ano), afirmava categoricamente, do alto da autoridade que tão meticuloso método historiográfico lhe conferia - coisa espantosa, sobretudo para um jornalista tão cioso da fama de fileira da frente - que o São Paulo não havia sido rebaixado em 1990. Birner e Kfouri, aliás, basearam-se nessa mesma prova sólida e irrespondível para desmentirem-se a si mesmos. Coisa de maluco, a responsabilidade jornalística da patota. Na ocasião, respondi assim, no post "Esclarecimento" (destaco algumas passagens para futura referência):

    "Como um leitor e membro do Bolão, Davi Marinelli, já se manifestou sobre o episódio de 1990, antecipo-me e esclareço o seguinte:

    Observem os regulamentos dos campeonatos de 1988 e 1989 - eles também não falavam em descenso, e sim em grupos 1 e 2 para a primeira divisão e em segunda divisão - o que não quer dizer que membros do grupo 2 tivessem chance de disputar o título, por mais estranho que possa parecer. É por isso que, em 1991, o presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah, garantia, a despeito das promessas de Fernando Casal de Rey - aliás, cumpridas - que o São Paulo não disputaria o título de 1991. Ironicamente, o testemunho de tal declaração está, parte dele, aqui. As declarações de de Rey se encontram, por exemplo, no caderno de Esportes da Folha de São Paulo - quem quiser, vá ao arquivo, mas já vi fac-símile da coisa na Web: no antigo blog do... Paulinho, é isso mesmo. Se esteve lá (deve ter se perdido quando da saída do UOL), deve ser possível achá-lo em outro local. Já fiz isso antes de perder a paciência com esse assunto. Ora, mas perder a paciência por quê?

    Porque todo o mundo - inclusive o São Paulo - entendia que o São Paulo não disputaria o título em 1991 - quanto mais em vantagem, como acabou ocorrendo por burrice dos adversários. Isso por conta da redação do próprio regulamento. Que, quase duas décadas depois, se finja que nem o presidente da Federação, nem o diretor de futebol do São Paulo podiam ser desde aquela época interpelados acerca de tamanho equívoco, é coisa que não posso engolir: não sou Juca Kfouri, tampouco Birner. O São Paulo, se não se mexesse, teria sido alijado da disputa do Paulistão de 1991. Era o que teria acontecido ao clube caso seus - como é que era mesmo? - co-irmãos não optassem por assinar o regulamento de 1991 com modificações mais do que essenciais em relação ao previamente acordado.

    É só isso. Não tem nada demais. O Palmeiras caiu, o Fluminense também, o Botafogo, o Atlético Mineiro: todos caíram. O Milan caiu. O Corinthians, inclusive, está gostosamente caído. Se eu fosse são-paulino, preferiria muito mais tirar sarro dos rivais, por cafajestice, do que desmentir a mim mesmo com quase duas décadas de atraso, por orgulho."

    Bom, está claro em que pé paramos, não é mesmo? Muito bem. À "Época". A reportagem toda está aqui. O que nos interessa, abaixo.

    Pelo vascaíno André Fontenele (os grifos são meus, e peço que o leitor os cruze com as observações negritadas acima, em verde):

    O dia em que o São Paulo foi rebaixado

    O fim da polêmica sobre a queda no Campeonato Paulista de 1990: o clube do Morumbi caiu, sim

    A discussão sobre a queda do São Paulo em 1990 apaixona torcedores

    O São Paulo caiu, sim, para a segunda divisão no Campeonato Paulista de 1990.

    A polêmica é antiga, atiçada pelo clubismo cego e pela falta de memória do brasileiro. Foi reavivada por uma matéria da Folha de S. Paulo (para assinantes) da quarta-feira, 21 de janeiro de 2009, que
    questionava uma frase do guia oficial do Campeonato Paulista, publicado esta semana pela Federação Paulista de Futebol (FPF). "O São Paulo cumpriu uma campanha ruim, não se classificou nem na repescagem e foi rebaixado para a segunda divisão."

    "FPF rebaixa o clube e 'suja' título de 91", escreveu a Folha. Diante da indignação dos são-paulinos,
    a FPF recuou e divulgou nota oficial dizendo que o texto de seu próprio guia "não procede". Culpou pelas informações o historiador Rodolfo Kussarev, que por sua vez culpou o livro A História do Campeonato Paulista (Publifolha, 1997), escrito pelo autor destas linhas e por Valmir Storti, à época repórteres da própria Folha de S. Paulo.

    Procurado pelo autor da matéria, o repórter da Folha e comentarista da ESPN Brasil Rodrigo Bueno, às 18h daquele mesmo dia 21, consultei meu colega Valmir, hoje repórter freelance, e enviamos à Folha a seguinte declaração em comum.

    "O livro foi escrito com base nas informações publicadas nos jornais da época, entre eles a própria Folha, onde os dois autores trabalhavam como repórteres em 1997, ano do lançamento do livro. Para esclarecer de vez a polêmica do rebaixamento ou não do São Paulo, sugerimos que a Folha reproduza o que ela mesma publicou em sua edição de 20 de junho de 1990."

    Infelizmente a Folha só publicou a primeira parte de nossa declaração. Não acatou nossa sugestão: reproduzir o que ela mesma publicou em sua edição de 20 de junho de 1990.

    Se o tivesse feito, seria obrigada a reconhecer: o guia da Federação Paulista estava certo. O São Paulo caiu, sim. De forma insofismável.

    Como a Folha não o fez, o fazemos a seguir. Não houve meio-termo nem subjetividade nessa queda, como será provado abaixo com o texto do próprio jornal, publicado naquela ocasião.

     

    Título da página interna da mesma edição do jornal: "São Paulo vai disputar Segunda Divisão"

    Por mais que desagrade os são-paulinos, a verdade é a que segue:

    Em 1990, o Campeonato Paulista foi disputado por 24 times. Havia a percepção de que eram times demais. Convencionou-se, então, que apenas 14 times disputariam o campeonato de 1991 - os 14 primeiros do certame de 1990. De alguma forma, o São Paulo "conseguiu" ficar em 15º, depois de ser eliminado na primeira fase (que classificou 12 times) e novamente eliminado numa repescagem (que classificou outros dois, completando 14). Para não melindrar susceptibilidades, o regulamento de 1990 dizia que "não haveria descenso". Era só uma fórmula de cortesia: os times que não entrassem entre os 14 disputariam o que, na prática, equivaleria a uma segunda divisão.
     

    Esse regulamento não foi cumprido. Diante do rebaixamento do São Paulo, houve uma virada de mesa. Os times rebaixados em 1990 (não só o São Paulo, mas outros importantes, como a Ponte Preta) ganharam o direito de lutar por duas vagas nas finais. Foi assim que o São Paulo conseguiu a façanha, inédita no futebol mundial, de ser rebaixado em um ano e campeão no ano seguinte!

    O argumento dos são-paulinos, portanto - de que o acesso no mesmo ano "já estava previsto" - é falso e errôneo.

    Para não prolongar a explicação, reproduzo o texto da Folha de S. Paulo de 21 de junho de 1990 - dia seguinte ao dia em que o São Paulo caiu.

    "SÃO PAULO VAI DISPUTAR A SEGUNDA DIVISÃO EM 91


    Fernando Santos
    Da Reportagem Local

    O São Paulo foi eliminado pelo Botafogo na repescagem do Campeonato Paulista deste ano e vai disputar a Segunda Divisão em 91. O São Paulo goleou ontem o Noroeste por 6 a 1 no Morumbi, mas ainda dependia da derrota do Botafogo para se classificar. O time de Ribeirão Preto empatou em 0 a 0 com a Internacional em Limeira.

    No próximo ano, o São Paulo vai disputar a série B do Campeonato Paulista, sem direito a lutar pelo título. É uma nova fórmula aprovada pelo conselho arbitral de clubes em janeiro. Farão parte dessa série os 10 clubes eliminados do campeonato deste ano mais quatro que vão subir da Divisão Especial.

    (...) Resta ao São Paulo a chance de subir para a série A em 92. Apenas o campeão da série B sobe (...) Esta fórmula foi aprovada por unanimidade por todos os 24 clubes que iniciaram o campeonato este ano, segundo o presidente em exercício da Federação Paulista de Futebol, Antoine Gebran.

    'Vamos cumprir a lei. Lei é lei', disse o diretor-adjunto do São Paulo, Herman Koester (...) Segundo ele, o São Paulo vai mesmo disputar a Série B, uma Segunda Divisão que só não recebe essa denominação por uma questão de nomenclatura jurídica. (...) Já o diretor de futebol Fernando Casal de Rey, 47, ainda não se deu por vencido. Ele disse que vai acionar o departamento jurídico do clube para saber se a aprovação da fórmula do campeonato de 91 é legal. Casal de Rey disse, sem ter certeza, que não existe um documento assinado pelos clubes sobre o assunto. Assim, ele poderia recorrer à Justiça Desportiva para mudar a fórmula. Ou seja, apelar para o tapetão. 'Estamos vivendo um pesadelo', disse Casal de Rey."

    O resto é história conhecida. Houve a virada de mesa e, embora o São Paulo tenha disputado o equivalente à segunda divisão em 91, classificou-se para as finais, eliminando o Palmeiras, que vinha do grupo mais forte. A Folha também ouviu, naquela ocasião, são-paulinos ilustres, como José Victor Oliva, o vocalista do Ultraje a Rigor, Roger, e o ministro do Tribunal Superior do Trabalho Almir Pazzianotto. Todos reconheciam o rebaixamento, repudiavam a virada de mesa e reafirmavam que o São Paulo voltaria à primeira divisão na bola.

    Estes são os fatos.

    P.S.: Como o clubismo costuma influenciar a opinião até dos jornalistas que discutem polêmicas futebolísticas, cumpre informar o time de coração do autor deste texto. Ele é vascaíno. E promete que daqui a 20 anos não dirá que o clube dele não caiu.

    Notem que certos trechos que destaquei, dos meus posts anteriores, os destaquei em vermelho. É porque eles dão conta do espírito que anima importante - e destacada - parcela da crônica esportiva brasileira. Preguiça. Ignorância. Despreparo. Automatismo mental. Servilismo imediato ao vozerio da hora. Tudo junto: imoralidade na veia. A partir deles, você nota o quanto muitos desses camaradas que vivem de nossa paixão desprezam cada um dos recursos quase infinitos de que dispõem, e o fazem sempre que possível - ou necessário ao discurso que julgam "progressista". Um exemplo? PVC tem melhor acesso a arquivos da Folha do que eu, você ou Davi Marinelli. Arquivos e História são um dos seus mais alegados charmes - ele, supostamente, jamais abre a boca sem antes entregar-se aos mais sérios estudos. PVC é o próprio símbolo dessa rapaziada sagaz que vive lidando com assuntos complexos como a Física Quântica, tratando de matérias sapienciais de cunho não só exotérico como, quiçá, até mesmo esotérico. Mas sabe como é: ali, sentado na primeira fileira, dá uma vontade louca de oferecer maçã ao professor, né? Sejamos honestos. O que é melhor: exercer a profissão de jornalista ou posar de jornalista isento diante do meio opressivo, para ver se o bicho toma dó da gente e sossega? Francamente, né, pessoal? O negócio é sair bem na fita e ser querido pela patrulinha.

    Ou esse rapaz se habitua com a idéia de que não há nada de errado em torcer por um clube e se ver, por ofício, obrigado a analisá-lo, ou vai passar mais tempo pedindo desculpas por ser palmeirense do que sendo levado a sério.

    Quanto ao resto, dizer o quê? O resto estava apenas fazendo o próprio trabalho.*

    *Uma nota: a então diretoria do São Paulo, na ocasião, assumiu-se rebaixada. Aquela ou a de hoje, se quiserem, podem contar a linda - ainda que manchada pela indecente virada-de-mesa, tão repudiada pela imprensa esportiva, sobretudo paulista - história de como o clube saiu do fundo do poço para, em dois anos, ganhar o mundo. O único empecilho é essa turma que, desejando ser mais realista que o rei, insiste em plantar o futuro paradisíaco mediante a semeadura da falsificação do passado na lavoura do presente.



    Escrito por Falavigna às 11h15
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    Esquentando as turbinas

    Legal

    Muitos dias seguidos em Florianópolis, malemá olhando o e-mail. Adianto que o vencedor do Bolão do Brasileirão foi Lédio Carmona, mas quem leva o rango é Felipe Giocondo - não conheço o Lédio mas, mesmo assim, duvido que possa aceitar a premiação. Serviremos a partir de 15 de janeiro, data e horário em abertos por enquanto. A partir de amanhã, retomaremos as atividades publicando algo como uma perspectiva recheada de retrospectivas. O ano começará bem, pelo que tenho visto.

    E sim, estou com Beluzzo. Outra hora, meto a foto aqui.



    Escrito por Falavigna às 14h40
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    Sobre o post abaixo

    Sábado, fui dormir na casa de meu irmão Raphael, o titular do "Cruz de Savóia". Estão pintando minha casa e, como sofro de rinite alérgica, fui para lá para evitar o pior. Durante a ronda geral pelos bloguinhos de sempre, demos de cara com o Assessor Especial Para Riscos Calculados, Paulinho, chamando os produtores do lamentavelmente extinto "Observatório Verde" de bandidos - é, bandidos, desses que cometem bandidagem.

    O infeliz não faz idéia do tamanho do absurdo que diz. Se soubesse, nem mesmo suas notórias limitações cognitivas seriam capazes de lhe sustar o costrangimento.

    Desafio qualquer leitor deste ou de qualquer blog a encontrar, no finado OV - os arquivos estão lá e não me deixam mentir - qualquer nota que pudesse ser encarada, por mentes sãs, como vaga e distantemente assemelhada a criminosa. O mesmo, é curioso, não se pode afirmar do material garrancheado, dia após dia, pelo acusador.

    Como desagravo, escrevemos este post que segue abaixo. Resultou num estranho, mas pertinente híbrido que lembra alguém a arrombar portas - só que cheio de dedos, afinal.

    Mais tarde, acrescento o avatar citado no texto - ainda não pude ajustá-lo às novas e ridículas condições dos blogs UOL.

    Quanto ao restante, fazer o quê?

    Às vezes, ser grosso é só o que cabe.



    Escrito por Falavigna às 09h46
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    Paulo Cezar de Andrade Prado e o Houaiss

    DICIONÁRIO HOUASSIS - definição da palavra "bandido":
    ■ substantivo masculino
    1 indivíduo que pratica atividades criminosas; assaltante, bandoleiro
    2 Derivação: por extensão de sentido.
    pessoa sem caráter, de maus sentimentos
    ■ adjetivo (a1575)
    3 relativo a bandido ou a banditismo
    4 cruel, que faz sofrer, infeliz
    Ex.:
    5 que se bandiu; banido, desterrado
    .

    Esse é o avatar que Paulinho usava na net para, sei lá, por exemplo, pegar menininhas nos seus tempos de office-boy. Ninguém sabe se ele é verdadeiro; ninguém sabe, de fato, se há qualquer coisa de verdade nele. Se ele corresponde a algo que existe...

    Há quem diga que ele (o representado, não a caricatura) é bandido.

    E que escreve sentenças de uma linha porque seu dono ensinou, para parecer inteligente, como quem cita a si mesmo.

    "Primeiro a sentença, depois o veredicto", diria a Rainha de Copas.

    Paulinho, escuta aqui, seu merda; escuta e fica quietinho, como o cachorrinho-de-madame que você é:

    Há quem diga que bandido é você. Porque seria o laranja assumido do homem-traço, pago para fazer denúncias vazias e não se importar. Porque, talvez, você seja vendido, corrupto mesmo. Há quem diga que você se entrega por dinheiro, e eu só sei que não dá prazer a ninguém. Lixo.

    Você vai escutar e ficar quietinho por causa DISSO. Se fosse limpo, me processava, mas há evidências indicando que você não é. Há quem diga que você é quase um foragido da polícia, marginal. E que vai apodrecer em uma cela, e que cagarão na tua cabeça. Há quem diga que é questão de tempo, e que você sabe disso. Vendido?

    Há quem diga que você recebe para conturbar a vida do seu time, dinheiro na mão. Dizem que vem de seu dono essa grana, e que você não passa de um pé-de-pato digital, bandidinho de merda. Pau-mandado. Testa-de-ferro.

    Dizem de você, como você diz de tanta gente para qual aponta o mouse.

    Há quem garanta que você é um analfabeto, e que recebe para ser boi-de-piranha, se vende e se afunda, mas não reclama. Que é empregadinho.

    Será? Que me importa?

    Vou postar isso no seu blogue como comentário. Só para você saber que está postado aqui, e que muita gente vai ler.

    Seu bosta, diriam.



    Escrito por Falavigna às 09h21
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    O homem anda impossível

    O objetivo deste blog é, na medida do possível, criticar a cobertura esportiva brasileira. Mas há quem não queira deixar espaço para ninguém. Há quem queira falar jaca sozinho, egoisticamente. Juca Kfouri não admite que ninguém mais faça mais papel de maluco do que ele. É quase vaidade, senhores. É quase orgulho. Aqui. Nem pude prestar atenção no mérito. Ao que tudo indica, Kfouri está bravo com o Goiás por conta do preço dos ingressos para a decisão do Brasileirão. Daí, escreveu isto:

    "O negócio é mamar no Bezerrão"

    "Adivinhe em que país do mundo a decisão do campeonato de futebol será disputada longe das cidades dos dois times em disputa e com ingressos a 400 reais?

    É claro que é no Brasil.

    Goiás e São Paulo vão jogar no Bezerrão, no DF, como se sabe.

    E como lá só cabem 20 mil torcedores, o Goiás, mandante do jogo, mas obrigado pela CBF a jogar onde não queria, resolveu diminuir o prejuízo e salgar o preço, certo de que só os são-paulinos da Capital Federal vão querer ir ao jogo.

    Generosa, a direção do Goiás concede cobrar 200 reais a quem levar uma muda de roupa ou um quilo de mantimentos para as vítimas das enchentes em Santa Catarina.

    A CBF, que criou o caso, e o São Paulo não gostaram da história.

    E vamos ver shows de demagogia nas próximas horas, em nome dos interesses do povo, da economia popular e quetais.

    O fato é que o estádio de Gama tem tudo a ver com isso, porque em que lugar do mundo se pode mamar melhor do que num Bezerrão?"

    Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 2 de dezembro de 2008.

    A crônica termina com uma pergunta. Perguntas, mesmo quando retóricas, ensejam respostas.

    Eu respondo! Eu sei! A resposta é... Numa vaca! A vaca, quando o assunto é dar de mamar, oferece melhores condições do que o bezerro, seja para lactentes, seja para meros amantes do leite e de seus derivados - dentre os quais, é verdade, me incluo (entre os amantes, não entre os derivados)! Ela tem tetas que, para o pasmo do colunista, podem ser ordenhadas! Cabras também! Aliás, qualquer fêmea mamífera em condições de procriar sair-se-á melhor do que qualquer bezerro, grande o quanto seja o bichinho, na tarefa de oferecer-nos leite! Baleias azuis ou mesmo mulheres (sim, José Carlos, mulheres amamentam suas crias e até maoístas - ou ex-maoístas, afinal - mamaram um dia) darão conta do recado com mais naturalidade do que jovens tourinhos. Dizem que a coisa pode desandar porque, noves fora, estamos falando de gordura animal. Mas (aposto) é melhor beber leite, integral o quanto for, do que líquidos brancos e espessos engendrados nas entranhas dum jovem macho e obtidos sob sabe-se lá qual expediente que, assemelhado o quanto seja à ancestral ordenha, talvez não pareça processo muito - como direi? - familiar aos nossos produtores tradicionais e, em regra, tradicionalistas. Eta interiorzão atrasado, hein, Juca? Os caras ainda estão na época em que leite se tirava era da vaca! Malditos reacionários!

    Ou Kfouri não sabe de onde vem o leite, ou anda confundindo órgãos, glândulas, secreções, fluidos, consistências, odores e - valha-me Deus - quiçá sabores, vai saber. Imagino-o nas manhãs paulistanas, estranhando o desejum e chamando a patroa entre muitas caretinhas muito sabidinhas:

    _ Amor, que porra de leite é esse que você me serviu?



    Escrito por Falavigna às 10h21
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    Bolão Brasileirão - 37ª Rodada

    Caríssimos, os palpites para amanhã, e o espaço para os de vocês. Paulo, incluí sim a 36ª rodada, mas fiz tudo manualmente. Pode haver mesmo erros. Duvido que não haja. Alerte-me, se necessário. Vou assim:

     

    Botafogo 1 x 1 Figueirense, dado o fim de feira;

    Internacional 1 x 1 Cruzeiro, para evitar constrangimentos;

    Vitória 0 x 2 Palmeiras, para não dar azar;

    Portuguesa 2 x 1 Sport, para haver alguma emoção para o final,

    Coritiba 1 x 0 Vasco, para acabar esse sofrimento,

    Náutico 1 x 2 Atlético Paranaense, porque o mundo é mau;

    Flamengo 3 x 0 Goiás, resultado que disfarçará a necessidade de assalto que se criou;

    Ipatinga 0 x 2 Grêmio, jogo de um time só;

    Atlético Mineiro 2 x 0 Santos, porque ainda quero esperanças para o final;

    São Paulo 1 x 2 Fluminense, para que os pontos corridos acabem na última rodada.

     

    Acho que é isso. Até amanhã.



    Escrito por Falavigna às 01h01
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    E para dar sinal de vida

    Domingo, Palmeiras e Vitória se enfrentarão - a partida é decisiva para o Palmeiras e interessa a Cruzeiro, Flamengo e até Grêmio. Um dos principais reforços do Palmeiras para o ano que vem é Marquinhos, meia do Vitória contratado pela Traffic para defender o clube de São Paulo, e que estará no jogo. Há muita gente muito louca da vida com isso. Não sei se há motivo (admito que possa haver, não refleti sobre o assunto ainda), mas alegam apreço pela preservação da ética, sobretudo em nome da ética e por motivos éticos para ético nenhum botar defeito.

    Sei apenas que Wagner Diniz já é do São Paulo e enfrentou o clube paulista domingo passado, numa partida que importava principalmente ao Grêmio, mas interessava a Cruzeiro, Flamengo e até a Palmeiras. Não vi, sobre o episódio, nem um post sobre ética em toda a imprensa ética brasileira. E olha que o rapaz participou de lance, no segundo tempo, que normalmente resultaria em anotação de pênalti - não só pela admissibilidade técnica (notem o "admissibilidade") como por conta dos fatores casa lotada, situação emergencial e time grande envolvido em situação emergencial recebendo adversário em casa, lotada. E não foi anotado o penal, dentre outras coisas, por que ninguém terá coragem de dizer as coisas que diz, em situações análogas (e entendam essa avaliação como sinal de minha imensa bondade), com a maior facilidade do mundo - Esquema Parmalat, Esquema HTMF, Zveitão 05, Copa de 98 comprada pela Nike e até, pérola recente, esquema Traffic. Tudo isso seria natural de se supor, tudo isso foi motivo de especulação séria, dossiês, teorias da conspiração. Tudo o mais não passa de choradeira. É simples assim.

    Alguém dirá que Diniz é do São Paulo e Marquinhos, da parceira do Palmeiras, como se isso diferenciasse os casos entre si - na prática, não muda nada, a não ser que se assuma a hipótese maluca segundo a qual a Traffic tenha mais interesse no sucesso do clube em que investe do que o São Paulo no próprio êxito. O caso é que nem isso se pode alegar: como o São Paulo não revela - e com razão - a composição da propriedade de seus atletas, para quase todos os casos ninguém sabe a fatia que cabe a Juan Figer. Curiosamente, temos apenas duas informações: às relativas a Hernanes, em cujos direitos a Traffic tem participação, e o fato de que o clube encerrará o ano com um prejuízo girando em torno de R$ 12.000.000,00. No mais, muitos militantes poderão jurar que sabem que Diniz não é de Figer, mas do clube. E a prova - material, viu gente? As gavetas estão aí que é para guardar contratos - ficará a cargo da conveniência da direção são-paulina.

    Em tudo que importa, as situações são idênticas. Por outro lado, coça-me a alma em algum canto.

    Cadê meu post ético, tirado das brumas da semana passada e forjado nas ferrarias do pai dos éticos? Mal posso dormir sem tal post.

    Com o perdão do trocadilho, não se trata de ética. É titica, mesmo. E de galinha raivosa.



    Escrito por Falavigna às 12h47
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    Aaleluia! Aleluia! Aleeeluuuiaaaaaaaaa! - Nosso Bolão e Outras Notas

    Caríssimos, mil perdões pelo abandono do Blog. Estive tão ocupado que, quando bateu o feriado, decidi partir para a esbórnea mais familiar que me ocorreu. Vamos ver se posso recuperar as coisas. A tabela abaixo mostra apenas as pessoas que continuaram apostando, e ainda não fiz o levantamento dos pontos "jornalísticos". Aposto que está repleta de erros e espero que me ajudem a corrigi-la. Digam apenas algo como "Hei, está errado! Tenho (por exemplo) 425, pois tinha fiz 320 e fiz 20 + 30 +12 + 0 + 12 + 11 + 9 + 0 + 11". Eu sei, estou dando trabalho aos senhores, mas fazer o quê? Isto aqui é para divertir e infernizar, e só não fechei ainda porque sei que a situação presente, de dificuldade, é passageira. Penso que vamos ficar assim, entre nós (a atualização definitiva virá depois dos apontamentos dos senhores):

    Após todas as correções, publicarei o ranking completo. Amanhã, espaço para apostas. Textos? Creio que a partir de dezembro, quando inclusive voltarei ao Literário, do Comunique-se. Peço desculpas, uma vez mais.

    Bolão das Olimpíadas? Creio que os três finalistas não desempataram por conta do empate entre Palmeiras e São Paulo. Como eu era um deles, os outros dois levarão uma camiseta cada. Vamos conferir quem são, verificar o time de coração (para a escolha da cor da camiseta, que quase certamente será verde, pelo que me lembro) e entregá-la junto com o almoço ou jantar no Tia Rosa, depois do dia 08. E vamos em frente. Tenho muito a dizer, mas nada revisado. E não sou de passar vergonha sem necessidade. Até breve.



    Escrito por Falavigna às 11h50
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    Bolão Brasileirão - 35ª Rodada - 1ª Parte

    Caríssimos, estou no final da apuração do ranking. Não publico ainda porque há palpites enviados por e-mail, que estou caçando, e porque não posso prejudicá-los quanto ao tempo para apostar. Hoje à noite ou amanhã, com calma, publico a posição atualizada - se nada me impedir, é claro. E um texto, quase pronto, que creio só interessará aos leitores palmeirenses. Até lá.

    Eu vou assim:

    E temos de tocar a vida. Estou estabilizando-me. O leite das crianças não será problema, voltou a ser um prazer e não me tomará o tempo que pretendo dar a vocês. Vejamos como será.



    Escrito por Falavigna às 11h32
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    Bolão Brasileirão - 35ª Rodada - 1ª Parte

    A culpa não é minha, é desta tabela de merda. Estou com quase tudo computado em relação às últimas rodadas, mas não podemos esquecer que hoje jogam Atlético Mineiro e Vasco. Meu palpite é 2 a 2. Os de vocês, nos comentários a este post. Antes da segunda parte desta rodada, o ranking será atualizado.

    Até lá.



    Escrito por Falavigna às 09h14
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    Bolão Brasileirão - 34ª Rodada

    Loucura, loucura, loucura. Palpites, só agora, e respeitando os palpites dos outros, aconchegados em outros posts. É o trabalho. Ou o álcool. Vai saber. Vamos lá:

     

    E vambora, que ainda tenho que fazer essas contas e acalmar (ou não) o líder (ou não) de nosso Bolão, Felipe Giocondo.



    Escrito por Falavigna às 03h05
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    Aprendendo a Perguntar

    Ah, esse LANCENET! é impagável. Em http://www.lancenet.com.br/enquetes/EnqueteResp2.asp?e=421304&s=s, às 11:36, se pode responder a esta enquete acessível a partir da página principal dos homens:

    Ah, mas essa eu quero responder: NINGUÉM! É, pessoalzinho, a única resposta cabível para a enquete acima, a única resposta capaz de atender à pergunta tal qual se a formulou é NINGUÉM!

    Se eles tivessem perguntado algo como "A cinco rodadas do fim, qual o seu palpite para campeão do Brasileiro" ou, "... quem você acha que será campeão brasileiro?" ou, ainda, "... você concorda conosco quanto à inexorabilidade salutarmente deontológica do título do São Paulo, UAU!?", poderíamos ao menos divergir uns dos outros quanto às respostas ou à oportunidade da questão. Assim como está, temos todos que concordar:

    A cinco rodadas do fim, ninguém - NINGUÉM mesmo - poderá ser campeão brasileiro. Não é que eu sou chato. É que eles querem dizer uma coisa e dizem outra, sem perceber. E são pagos para cumprir, dentre outras tarefas que não podem concluir sem antes dar conta desta, a tarefa de dizer o que querem dizer. Se for para pedir boa vontade do leitor, façam-me o favor: ao menos uma cervejinha eu vou aceitar. Só dar risada é pouco.



    Escrito por Falavigna às 11h46
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    Bolão Brasileirão - 33ª Rodada

    Caríssimos, ainda em regime de exceção. Meus palpites, antes da contabilização. E, depois, vamos ver como ficou o Bolão das Olimpíadas. Acho que precisaremos de outro desempate. Preciso conferir. Aí vamos nós:

    E vamos respirar. Mas, se for para ser assim mesmo, também vou querer. Eu e todo o mundo, aliás.



    Escrito por Falavigna às 16h21
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    Kfouri, maître à penser

    Parece loucura. E, de certa forma, é. O homem escreve, como se diz por aí, "que nem o rabo dele". Revela a mais bronca ignorância acerca dos mais básicos itens relacionados ao que se convencionou chamar de alta cultura - como, por exemplo, no episódio em que fez graça dizendo de Nelson Rodrigues que o dramaturgo optaria, após a morte, pelas companhias oriundas do inferno em detrimento daquelas que, supostamente, se poderia encontrar no Paraíso, no que revelou possuir compreensão rasteira e pueril da obra e da pessoa de Rodrigues, deixando no ar, inclusive, a sensação de que jamais o leu a sério - a despeito do pedantismo todo com que formulou a coisa.

    Pois vejam isto aqui. Uma recomendação de leitura, nestes termos:

    "Sabe-se que o dono do blog não é lá muito amigo de automobilismo.

    Mas é amicíssimo do bom jornalismo.

    Especialidade de Lemyr Martins, testemunha ocular das melhores histórias da F-1 desde os anos 70.

    Lerei não pelo tema, mas pelo autor.

    Que faz qualquer tema ficar interessante."

    Para quem não sabe: os livros de Lemyr são famosos pelas belas fotos e pelo texto porco - bem ao gosto de Kfouri - além da imprecisão sistemática, desinformativa até a última fronteira entre o relaxo e a irresponsabilidade. Só que, desta vez, o bom jornalismo segundo o padrão Juquinha de qualidade foi longe demais. A obra acima recomendada contém certa piada, dessas que circulam aos milhares pela Web, em correntes, só que apresentada como furo jornalístico - algo assim como se alguém revelasse, no início deste ano de 2008, que o São Paulo passaria uma rasteira no Palmeiras tomando-lhe Valdívia, ou que, bombasticamente, anunciasse o interesse do Palmeiras em Muricy para 2009.

    Bom, deu que a editora, a Panda, se viu obrigada a retratações e vem tentando retirar o livro de circulação. Foi tudo tão tosco que até a tradução do texto, aliás coisa grosseira, infantil, foi ela também desastrada, estúpida - à altura, portanto, das elevadas exigências kfourianas. Estão devolvendo o dinheiro às pessoas que, por exemplo, levam Kfouri em conta na hora de escolher suas leituras. Algo da repercussão, aqui.

    É esse tipo de - e agora vão-se os pudores - BOSTA que faz a cabeça de Juquinha & Cia muito, muito limitada.

    Poderia ser piada. Se o cheiro de enxofre não fosse tão forte.

     



    Escrito por Falavigna às 09h36
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    Bolão Brasileirão - 32ª Rodada - e algo mais

    Caríssimos, estou fora da briga pelo meu próprio Bolão. Não aferi os pontos das últimas 03 rodadas, mas estou certo de que já não estou nem sequer entre os dez. Isso, naturalmente, me libera para delirar. Delirarei, portanto, assim:

    Entrementes, gostaria de tecer comentários de ordem genérica. Há algo muito típico ocorrendo nos círculos arranjados em torno do futebol: imprensa, torcida, atletas, arbitragem - todos parecem, na maioria de seus membros, mesmerizados pela força de lugares-comuns. Exemplo: o Palmeiras, nas últimas três rodadas, somou apenas dois pontos, mas de longe foi a equipe que enfrentou as paradas mais duras: um jogo fora contra uma equipe desesperada que, na ocasião, ensaiava ascendência, seguido do clássico contra o Inimigo e outra partida contra outro desesperado ascendente, desta vez bastante mais qualificado. Só o Cruzeiro enfrentou coisa parecida. Era de se esperar que somasse algo entre três e quatro pontos ao menos; somou dois. Em todo o caso, não sei se fica chato avisar, não se trata do Apocalipse. Esta rodada, por exemplo, é bastante promissora tanto para Palmeiras como para Cruzeiro - e se é verdade que não há motivos para tanta efusividade por parte de certas patotas jornalísticas, é mais verdade ainda que a torcida tem tanto menos motivos para entrar na onda do "já perdeu" quanto maior for o tamanho do engano que anima essa raça.

    Outro ponto: equipes campeãs o são, normalmente, apesar dos erros de arbitragem - sobretudo no Brasil, onde a juizada é medonha e lesa quase todo mundo sempre que há qualquer chance. Sim, eu sei: os erros cometidos em desfavor das expectativas da crônica militante - que, a exemplo e por extensão dos demais setores, dominou as redações esportivas - são postos em cinemascope, ao passo que aqueles que coincidem com tais expectativas são muitas vezes ignorados, quando não simplesmente escondidos. Muito bem, e daí? Vi Ríncon ser expulso, no Palestra, em 94, por ter anotado gol legal, tamanha a ânsia do homem de preto em mostrar como era confiável. Foi para mostrar como é confiável que Sálvio Spínola não marcou a falta de André Dias em Sandro Silva para, na seqüência do mesmo lance, ver-se obrigado a anotar penal contra a equipe de Sandro Silva. Repito: e daí? O Palmeiras de 94 foi campeão porque era feito de craques e de homens crescidos. Se este time de hoje não puder entender que tipo de obstáculo é preciso superar para se ser campeão, então é porque não foi forjado na liga com que se fundem os campeões.

    É só isso.

    Última notinha: é evidente que a WTorre e o Santander devem sofrer algo com a crise. Daí a abrir mão dum dos projetos imobiliários mais importantes da história da cidade, e à custa de romper contrato firmado, vai a exata distância entre a existência e a falência. No dia em que a WTorre e o Santander estiverem falidos por conta desta crise, que é imensa, já não haverá nem clubes de futebol no país, nem um único veículo de comunicação em atividade, seja para abrigar jornalistas, seja para abrigar militantes capazes de extrair algum prazer duma desgraça dessas proporções: estaremos todos, nós e eles, na fila da sopa.

    Essa gente deveria ao menos entender pelo que está torcendo.



    Escrito por Falavigna às 09h53
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    Bolão Brasileirão - 31ª Rodada

    Caríssimos, ainda sigo todo embananado. Vai passar, em verdade vos digo. Mas, por enquanto, seguiremos naquele suspense quanto à contabilização dos pontos, ainda que sem descuidar das apostas. Eu irei assim:

    Juro-lhes, a situação é passageira. Paciência.

    Muita paciência, mas por pouco tempo.



    Escrito por Falavigna às 11h25
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